Se Flávio perder a eleição, Bolsonaro ficará preso por 10 anos, diz Valdemar
Presidente do partido tenta conter crise interna e admite erros estratégicos de 2022 enquanto mira alianças para 2026
Por: Redação
08/04/2026 às 08:53

Foto: Beto Barata/ PL
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que uma eventual derrota do partido nas eleições presidenciais de 2026 pode prolongar por mais uma década a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi feita durante evento em São Paulo, em meio à preparação da sigla para lançar o senador Flávio Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto.
Segundo Valdemar, o cenário eleitoral tem impacto direto sobre o futuro político e jurídico do ex-presidente. “Dia 19 estou indo para Miami para encontrar com o Eduardo. Conversar com cada um, para que a gente não tenha desentendimento. Para que a gente faça com que tudo corra bem. Porque, se nós não ganharmos eleição, o Bolsonaro vai ficar mais dez anos preso”, afirmou.
A fala ocorre em meio a tensões internas no partido, especialmente entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira. Valdemar sinalizou que pretende atuar pessoalmente para conter o conflito e manter a coesão da legenda, destacando o potencial eleitoral de Nikolas, a quem classificou como um “fenômeno” em Minas Gerais.
Ao mesmo tempo, o dirigente reconheceu erros estratégicos na campanha de 2022, apontando decisões que, em sua avaliação, prejudicaram o desempenho de Bolsonaro. Entre elas, citou a escolha do general Walter Braga Netto como vice e a condução do governo durante a pandemia.
“O Bolsonaro tinha muitos militares no começo do governo e isso atrapalhou a vida dele”, disse, ao defender mudanças na estratégia para 2026, incluindo a possibilidade de uma mulher como candidata a vice-presidente.
No campo das alianças, Valdemar indicou que o PL deve adotar uma postura mais pragmática para ampliar sua base eleitoral, especialmente no Nordeste — região onde o partido teve desempenho considerado fraco. Ele mencionou o Ceará como estado estratégico e chegou a apontar Ciro Gomes como possível aliado capaz de enfrentar o PT localmente.
Já em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o dirigente demonstrou confiança no desempenho de Nikolas Ferreira, afirmando que o partido tem limitado novas filiações para preservar o espaço político do deputado.
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