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Segurança de viagens de Toffoli a resort no Paraná custou quase R$ 550 mil aos cofres públicos

Segurança de viagens de Toffoli a resort no Paraná custou quase R$ 550 mil aos cofres públicos

Diárias de agentes pagos pelo TRT-2 bancaram escolta do ministro do STF em estadias frequentes no Tayayá, ligado a personagens do caso Banco Master

Por: Redação

22/01/2026 às 22:38

Imagem de Segurança de viagens de Toffoli a resort no Paraná custou quase R$ 550 mil aos cofres públicos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As viagens do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a um resort de luxo no interior do Paraná geraram gasto de R$ 548,9 mil em diárias de segurança custeadas com recursos públicos. O valor refere-se ao pagamento de agentes destacados para a escolta do magistrado em deslocamentos e permanências no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro, desde pelo menos dezembro de 2022.

A apuração, baseada em dados de diárias registradas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), indica que Toffoli passou cerca de 168 dias no resort ao longo de três anos — o equivalente a um a cada sete dias no período analisado. Apesar de o empreendimento ficar no Paraná, é o TRT-2 que costuma enviar equipes para a segurança do ministro durante as estadias.

Os registros descrevem o serviço como “apoio em segurança e transporte para autoridade do STF, na cidade de Ribeirão Claro”. Em geral, quatro ou cinco agentes são destacados por viagem; quando a permanência supera cinco dias, as equipes são substituídas para manter o esquema de proteção.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o Tayayá é apontado em reportagens como ligado a investidores associados ao Banco Master, instituição investigada em procedimentos que tramitam no STF sob relatoria do próprio Toffoli. Funcionários do estabelecimento afirmam que o ministro seria tratado como “dono” do resort, mesmo após a venda formal do empreendimento em abril de 2025 ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Ainda assim, Toffoli retornou ao local ao menos sete vezes após a venda, permanecendo 58 dias nessas visitas.

Relatos locais também indicam que o ministro utiliza casa de uso exclusivo em área premium do complexo e mantém embarcação ancorada no píer do resort. Entre as atrações do Tayayá há máquinas de apostas e mesas de jogos, estrutura que ampliou questionamentos públicos sobre o ambiente frequentado pelo magistrado.

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