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Senadores protocolam pedido de impeachment de Toffoli por atuação no caso Banco Master

Senadores protocolam pedido de impeachment de Toffoli por atuação no caso Banco Master

Parlamentares apontam suspeição, conflito de interesses e alegam que decisões do ministro comprometeram a imparcialidade e a condução das investigações

Por: Redação

15/01/2026 às 07:41

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Foto: Rosinei Coutinho/STF

Um grupo de senadores protocolou nesta quarta-feira (14) um pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, por supostos crimes de responsabilidade relacionados à sua atuação no caso Banco Master. A representação foi apresentada no Senado Federal e encaminhada ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

O pedido é assinado pelos senadores Magno Malta, Damares Alves e Eduardo Girão. No documento, os parlamentares sustentam que Toffoli violou deveres de imparcialidade e decoro funcional, ao conduzir procedimentos ligados às investigações que resultaram na liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.

Segundo a denúncia, a iniciativa não se baseia em discordância sobre decisões judiciais específicas, mas em condutas funcionais que, na avaliação dos signatários, configurariam crime de responsabilidade e comprometeriam a confiança institucional no Supremo.

Os senadores destacam que, em dezembro de 2025, Toffoli viajou ao Peru em aeronave particular ao lado do advogado Augusto de Arruda Botelho, que integra a defesa de Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. Para os parlamentares, o contato extraprocessual já seria suficiente para gerar fundada dúvida sobre a imparcialidade do ministro.

Após a viagem, Toffoli teria adotado uma série de decisões classificadas como sensíveis: concessão de sigilo máximo aos autos, centralização das diligências no STF e exigência de autorização prévia da Corte para novos atos investigatórios. Na avaliação dos senadores, essas medidas restringiram o acesso público às investigações e concentraram excessivo poder decisório no relator.

Outro ponto citado é a determinação, durante o recesso forense, de uma acareação considerada atípica, envolvendo o controlador do Banco Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e o diretor de Fiscalização do Banco Central. A iniciativa gerou reação imediata: o BC questionou formalmente a urgência do ato e a Procuradoria-Geral da República classificou a medida como prematura, pedindo sua suspensão.

Embora Toffoli tenha posteriormente revogado a acareação e autorizado oitivas individuais pela Polícia Federal, os senadores argumentam que o dano institucional já estaria consumado.

A representação também menciona possíveis vínculos econômico-financeiros entre familiares do ministro e fundos ligados à teia empresarial investigada no caso Master. Segundo o texto, o Arleen Fundo de Investimento em Participações teria feito aportes milionários em empresas controladas por irmãos e um primo de Toffoli, o que, para os parlamentares, configuraria hipótese de impedimento absoluto por conflito de interesses.

O pedido de impeachment agora aguarda análise da Presidência do Senado. Até o momento, Dias Toffoli não se manifestou sobre a iniciativa.

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