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“Em qualquer país sério, Moraes estaria afastado”, diz presidente da CPMI do INSS
“Em qualquer país sério, Moraes estaria afastado”, diz presidente da CPMI do INSS
Senador eleva tom contra decisões da Corte e aponta concentração de poder no Judiciário
Por: Redação
17/03/2026 às 07:40

Foto: Divulgação
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a ministros da Corte ao comentar os desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.
Em entrevista ao programa Roda Viva, na segunda-feira (16), o parlamentar afirmou que, em um “país sério”, o ministro Alexandre de Moraes deveria ser afastado do cargo até a conclusão das apurações.
“A gente não pode fazer pré-julgamento, mas, pelo poder que tem, ele deveria estar fora para que a investigação fosse a mais isenta possível”, declarou.
Questionamentos sobre mensagens e atuação do STF
Viana mencionou mensagens analisadas pela CPMI que indicariam o uso de um número funcional ligado ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a informação já foi verificada pela equipe da comissão e agora cabe ao STF esclarecer a quem pertencia a linha no momento dos fatos.
“Eu já chequei oficialmente o número, é um número funcional do Supremo. Cabe agora ao Supremo responder com quem estava aquele número quando a mensagem foi enviada”, afirmou.
Críticas à concentração de poder
O senador também criticou o que classificou como excesso de poder concentrado no STF, especialmente em decisões individuais de ministros que impactam diretamente o Congresso Nacional.
“O país hoje tem um Supremo que ninguém controla mais. Um ministro, numa decisão monocrática, pode parar o trabalho de 81 senadores. Isso não é correto”, disse.
Defesa de mudanças no modelo da Corte
Viana defendeu alterações estruturais no funcionamento do STF, como a criação de mandatos para ministros e a limitação de decisões monocráticas.
Segundo ele, decisões que afetam o Parlamento deveriam ser tomadas pelo plenário, e não por um único ministro.
“O Parlamento não pode ficar a reboque do Supremo. Enfraquecer o Parlamento é enfraquecer a democracia”, afirmou.
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