A revogação da chamada “taxa das blusinhas”, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou reação imediata de parlamentares da oposição, que acusaram o governo de agir por motivação eleitoral a poucos meses das eleições de 2026.
A medida provisória assinada por Lula extinguiu a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas digitais. O imposto havia sido criado pelo próprio governo em 2024 sob o argumento de equilibrar a concorrência entre varejistas nacionais e empresas estrangeiras.
O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que apenas um eventual governo de Flávio Bolsonaro garantiria o fim definitivo da taxação.
“Somente com o Flávio Bolsonaro as blusinhas não terão taxas os 4 anos”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
A deputada Bia Kicis também criticou a decisão e classificou a revogação como uma medida eleitoreira.
“Depois de ter arrecadado quase R$ 2 bilhões com a ‘taxa das blusinhas’, agora Lula, a menos de cinco meses das eleições, decide revogar a cobrança”, declarou.
Ela ainda questionou o argumento utilizado anteriormente pelo governo para justificar a criação do tributo.
“Antes, era para o bem do setor varejista. E agora, como fica? Vale tudo para enganar o eleitor às vésperas das eleições”, afirmou.
O senador Carlos Portinho também reagiu à medida.
“Lula retira taxa que ele mesmo tinha enfiado na população”, disse o parlamentar.
Já o deputado Nikolas Ferreira classificou a decisão como “o milagre do ano eleitoral”.
“Esse cara acaba de revogar a taxa das blusinhas que ele mesmo criou”, afirmou Nikolas.
Apesar da revogação do imposto federal, a cobrança de ICMS estadual sobre importações continua em vigor.
Ao justificar a mudança, o governo alegou fortalecimento das regras do setor e avanço nas ações de combate ao contrabando.