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STF nega pedido de ministro do STJ para suspender sindicância por suspeita de importunação sexual
STF nega pedido de ministro do STJ para suspender sindicância por suspeita de importunação sexual
Relator afirma que investigação preliminar não exige contraditório e mantém andamento do processo
Por: Redação
14/04/2026 às 10:23

Foto: Tribunal de Justiça do Espírito Santo/ Divulgação
A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a declaração de ilicitude de prova testemunhal utilizada na investigação em que o magistrado é alvo por suspeita de importunação sexual. Os advogados também pediram, em caráter cautelar, a suspensão da sindicância aberta no STJ.
O relator do caso, ministro Nunes Marques, negou o pedido na segunda-feira (13) e manteve o andamento da apuração. Na decisão, o magistrado afirmou que a sindicância é um procedimento preliminar e, por isso, não exige contraditório nem ampla defesa nesta fase inicial.
A defesa sustenta que a prova oral compartilhada seria irregular por ter sido produzida com participação da acusação, mas sem a presença dos advogados do ministro. Segundo a petição, isso violaria princípios como a paridade de armas e o sistema acusatório.
Ao analisar o pedido, Nunes Marques entendeu, em avaliação inicial, que não há fundamento jurídico suficiente para interromper a investigação em curso. O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso.
A controvérsia ocorre após a Comissão de Sindicância do STJ recomendar a abertura de processo administrativo disciplinar contra Buzzi. O relatório foi encaminhado aos ministros da Corte na sexta-feira (10).
Em nota, a defesa afirmou: “A defesa do ministro Marco Buzzi repudia a campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa, marcada por vazamentos seletivos, distorções e ausência deliberada do direito básico de defesa.”
O texto acrescenta: “Os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. As alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas.”
Ainda segundo a defesa: “É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível.”
O ministro Marco Buzzi está afastado cautelarmente de suas funções desde 10 de fevereiro de 2026, quando o plenário do STJ decidiu instaurar a apuração interna. No mesmo período, ele apresentou licença médica e segue em tratamento.
O caso envolve a suspeita de que o ministro tenha importunado sexualmente uma jovem de 18 anos em episódio ocorrido em 9 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú. Há também relatos de uma possível nova vítima, no âmbito de apuração conduzida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tramita sob sigilo.
O plenário do STJ deve deliberar sobre o andamento do caso em reunião marcada para esta terça-feira (14), em sessão fechada.
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