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Subprocurador do MPTCU pede que PF compartilhe informações sobre investigações da liquidação do Banco Master

Subprocurador do MPTCU pede que PF compartilhe informações sobre investigações da liquidação do Banco Master

Pedido foi enviado ao presidente do TCU após relatos de campanha digital coordenada contra o Banco Central; Corte de Contas analisa inspeção sobre atos da autoridade monetária

Por: Redação

08/01/2026 às 15:42

Imagem de Subprocurador do MPTCU pede que PF compartilhe informações sobre investigações da liquidação do Banco Master

Foto: Divulgação/TCU

O subprocurador-geral da República Lucas Rocha Furtado, integrante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou que a Polícia Federal compartilhe informações sobre as investigações relacionadas à liquidação do Banco Master. O pedido foi formalizado em ofício encaminhado ao presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Vital do Rêgo, que deverá analisar a solicitação.

Furtado fundamentou o pedido após declarações do comentarista Octávio Guedes, da GloboNews, segundo as quais a Polícia Federal estaria prestes a revelar uma investigação sobre uma “campanha coordenada em redes sociais” para atacar e difamar o Banco Central. De acordo com essas informações, uma suposta “rede de mercenários digitais” teria sido paga para tumultuar as apurações e desacreditar a atuação da autoridade monetária.

No ofício, o subprocurador afirma que caberia ao presidente do TCU solicitar à Polícia Federal o compartilhamento tempestivo das informações, para que o tribunal possa exercer adequadamente sua função de controle externo sobre o caso.

O relator do processo no TCU, ministro Jhonatan de Jesus, havia determinado, de forma monocrática, a realização de uma inspeção para analisar os dados que embasaram a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master. A medida foi adotada após o envio de documentos pela autoridade monetária.

Posteriormente, diante de recurso apresentado pelo Banco Central e da repercussão pública considerada “desproporcional”, o relator decidiu aguardar a deliberação do tema pelo plenário da Corte de Contas antes de avançar com a inspeção.

O Banco Central informou ao TCU que identificou indícios de uma estrutura de créditos inexistentes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. No centro do caso está a empresa Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações, que, segundo documentos da autoridade monetária, teria “originado” uma carteira de R$ 6,7 bilhões em créditos sem lastro.

Parte desses papéis teria sido vendida ao Banco de Brasília durante negociações formalizadas em março de 2025. O Banco Central informou que o Master teria praticado gestão fraudulenta e desviado cerca de R$ 11,5 bilhões para fundos, por meio de uma cadeia de empresas e sociedades interpostas, com o objetivo de simular formalidade e ocultar o beneficiário econômico final.

Segundo a autoridade monetária, as irregularidades já eram conhecidas desde o primeiro semestre de 2025 e foram comunicadas ao Ministério Público Federal em julho daquele ano. Em novembro, no mesmo dia da prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, houve nova comunicação ao MPF. A liquidação extrajudicial do conglomerado foi decretada naquele mesmo mês.

Com aval do presidente do TCU, o relator determinou a realização de inspeção in loco para examinar os procedimentos adotados pelo Banco Central, destacando a necessidade de preservar o valor da massa liquidanda. O Banco Central, por sua vez, afirmou que o TCU não pode substituir a autoridade monetária no julgamento prudencial das instituições financeiras e defendeu que qualquer análise ocorra dentro do próprio BC, em ambiente controlado e com rigoroso controle de acesso aos documentos.

Em despacho recente, o TCU afirmou que sua atuação não busca rever decisões técnicas do Banco Central, mas verificar a regularidade do processo administrativo, incluindo a tempestividade da resposta, a existência de alertas prévios, a análise de alternativas privadas e a coerência do processo decisório.

O pedido do MPTCU para acesso às informações da Polícia Federal amplia o alcance institucional do caso e adiciona um novo elemento à disputa entre órgãos de controle e a autoridade monetária, em um processo que envolve o sistema financeiro, investigações criminais e forte repercussão política.

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