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TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro para investigar empresa ligada a ex-nora de Lula

TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro para investigar empresa ligada a ex-nora de Lula

Corte de contas afirma que representação não apresentou elementos suficientes para abertura de apuração própria

Por: Redação

08/06/2026 às 07:51

Imagem de TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro para investigar empresa ligada a ex-nora de Lula

Foto: GERALDO MAGELA /AGÊNCIA SENADO

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar uma representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que solicitava a investigação da empresa Life Tecnologia Educacional, citada em apurações da Polícia Federal sobre supostas irregularidades na destinação de recursos do Ministério da Educação (MEC).

No pedido encaminhado à Corte, o parlamentar questionava a aplicação de verbas federais e apontava possíveis indícios de favorecimento à empresa em operações relacionadas ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

A Life Tecnologia Educacional foi mencionada em investigações da Polícia Federal que apuram a atuação de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a PF, ela teria exercido influência junto ao Ministério da Educação para facilitar a liberação de recursos públicos destinados a projetos da área educacional.

 

TCU aponta ausência de provas para abertura de investigação

Ao analisar a representação, os ministros do Tribunal de Contas concluíram que os elementos apresentados não justificavam a instauração de uma apuração própria no âmbito da Corte.

Na decisão, o TCU destacou que a solicitação se baseava essencialmente em reportagens jornalísticas e não foi acompanhada de documentos capazes de individualizar contratos, identificar processos específicos ou apontar responsabilidades concretas.

“(...) A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, registrou o tribunal.

 

Investigações da PF continuam

O arquivamento da representação não interfere nas apurações conduzidas pela Polícia Federal e por outros órgãos de controle.

Segundo as investigações, Carla Ariane Trindade é suspeita de ter atuado como intermediária junto ao MEC durante a gestão do ministro Camilo Santana. A Polícia Federal apura se houve utilização indevida de influência política para facilitar o acesso a recursos públicos federais.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, que segue sob análise das autoridades competentes.

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