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Vereador petista aciona STF contra pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro

Vereador petista aciona STF contra pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro

Pedro Rousseff questiona iniciativa de senadores, chama requerimento de manobra política e pede manutenção da custódia do ex-presidente

Por: Redação

10/01/2026 às 12:09

Imagem de Vereador petista aciona STF contra pedido de prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro

Foto: Divulgação

O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG) apresentou nesta sexta-feira (9) uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido de prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), formulado por senadores da República. O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso envolvendo o ex-chefe do Executivo.

Na petição, o vereador — que é sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff — sustenta que o requerimento apresentado pelos parlamentares não atende aos critérios legais exigidos pela jurisprudência do STF. Segundo ele, a concessão de prisão domiciliar humanitária não depende apenas da existência de comorbidades, mas da comprovação inequívoca de que o tratamento médico adequado não pode ser realizado durante a custódia estatal.

O texto afirma que Bolsonaro vem recebendo acompanhamento médico regular, com autorizações judiciais para exames, consultas e procedimentos externos sempre que necessário. A manifestação também ressalta que a custódia na Polícia Federal oferece condições superiores às do sistema penitenciário comum, o que, na avaliação do vereador, afastaria a justificativa para a flexibilização do regime.

Um dos pontos centrais do documento questiona a atuação dos senadores no processo. Para Pedro Rousseff, ao alegarem risco à integridade física do ex-presidente durante a custódia, os congressistas estariam, de forma indireta, colocando em dúvida a atuação da defesa técnica de Bolsonaro. O vereador argumenta que, caso exista desconfiança sobre a condução jurídica do caso, o caminho adequado seria a avaliação da suficiência da defesa, com eventual substituição dos advogados, e não a concessão de benefícios processuais.

“Se senadores deixam de trabalhar para o povo para peticionar numa ação penal, fica a pergunta: pra que advogado?”, escreveu o vereador na manifestação, ao classificar a iniciativa dos parlamentares como uma “manobra política”.

Ao final, Pedro Rousseff solicita que o STF rejeite integralmente o pedido de prisão domiciliar humanitária. De forma alternativa, pede que a Corte avalie a adequação da defesa técnica atual de Bolsonaro e determine sua substituição, caso considere necessário.

Caberá agora ao Supremo analisar tanto o pedido apresentado pelos senadores quanto a contestação protocolada pelo vereador antes de decidir sobre a situação prisional do ex-presidente.

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