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Vorcaro chama suspeitas de fraude no BRB de “narrativa fantasiosa” em depoimento à PF

Vorcaro chama suspeitas de fraude no BRB de “narrativa fantasiosa” em depoimento à PF

Por: Redação

16/10/2026 às 11:20

Imagem de Vorcaro chama suspeitas de fraude no BRB de “narrativa fantasiosa” em depoimento à PF

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, negou as suspeitas de fraude envolvendo operações financeiras com o Banco de Brasília (BRB) e classificou as acusações como uma “narrativa fantasiosa de fraude e prejuízo”. A declaração foi feita durante depoimento à Polícia Federal (PF), na quinta-feira (15), no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades nas transações entre as duas instituições financeiras.

Segundo a defesa de Vorcaro, as operações foram realizadas de forma lícita, com base em decisões técnicas e colegiadas das instâncias de governança dos bancos. Os advogados sustentam que não houve prejuízo ao BRB nem aos seus clientes e contestam a suspeita de fraude bilionária apontada pelos investigadores.

Em nota, a defesa também afirmou que pretende apresentar uma contestação na esfera cível e solicitar uma perícia para questionar as acusações. Os advogados pedem ainda o arquivamento do inquérito relacionado às operações e a revogação da prisão preventiva do empresário.

Vorcaro atribui crise do BRB à operação policial

Durante o depoimento, o fundador do Banco Master criticou a deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes financeiras envolvendo a instituição. Na avaliação da defesa, a ação policial teria sido precipitada e contribuído para a crise reputacional enfrentada pelo BRB.

Os advogados afirmam que a operação envolveu o banco em um cenário de suspeitas que teria abalado a confiança do mercado na instituição. A defesa também argumenta que as investigações, após meses de apuração, não teriam apresentado provas suficientes para sustentar as acusações.

O depoimento foi realizado em Brasília, onde Vorcaro está preso preventivamente. De acordo com seus representantes, ele respondeu de forma colaborativa às perguntas formuladas pelos investigadores.

Investigação apura operações de R$ 12 bilhões

A Polícia Federal investiga transações envolvendo carteiras de crédito negociadas entre o Banco Master e o BRB. As suspeitas incluem operações com ativos que apresentariam possíveis irregularidades, como ausência de lastro e problemas na documentação.

De acordo com as apurações, as transações investigadas somam aproximadamente R$ 12 bilhões. A suspeita é de que carteiras de crédito de origem questionável tenham sido negociadas entre instituições para movimentar recursos e favorecer a situação financeira do Banco Master.

A defesa de Vorcaro, por outro lado, afirma que o negócio envolvendo as carteiras da empresa Tirreno não foi concluído e que as operações realizadas entre os bancos teriam produzido resultados positivos para o BRB. Essas alegações são contestadas no âmbito das investigações, que buscam esclarecer a natureza das transações e verificar se houve prejuízo financeiro.

Operação Compliance Zero avança

A Operação Compliance Zero foi deflagrada inicialmente em novembro de 2025 para investigar suspeitas de emissão de títulos de crédito fraudulentos e outras irregularidades no sistema financeiro. Desde então, a investigação avançou para diferentes frentes, incluindo operações envolvendo o Banco Master e o BRB.

O caso passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro de 2025. Ao longo das fases da operação, autoridades realizaram buscas, apreensões e prisões de pessoas suspeitas de envolvimento nas irregularidades investigadas.

Entre os investigados está Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso em abril de 2026 sob suspeita de permitir operações sem lastro com o Banco Master. Segundo a Polícia Federal, ele também é investigado por suspeitas relacionadas ao recebimento de vantagens indevidas. As acusações ainda dependem da apuração e da análise das autoridades competentes.

Defesa pede liberdade e arquivamento do caso

Ao final da manifestação, os advogados de Vorcaro defenderam que o inquérito seja arquivado por falta de provas de fraude e solicitaram que o empresário possa responder às investigações em liberdade. A defesa sustenta que ele tem colaborado com as autoridades e que não há justificativa para a manutenção da prisão preventiva.

A investigação, entretanto, continua voltada à apuração de possíveis irregularidades nas operações financeiras e à identificação de eventuais responsabilidades. As declarações apresentadas pela defesa não encerram o caso, e a conclusão sobre a existência de fraude dependerá da análise das provas e das decisões das autoridades responsáveis.

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