Alta do combustível leva aéreas a cancelarem mais de 2 mil voos no Brasil
Cortes atingem principalmente rotas menos lucrativas e reduzem oferta de assentos no país
Por: Redação
21/04/2026 às 12:43

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O setor aéreo brasileiro enfrenta uma nova rodada de ajustes operacionais diante da alta no preço do querosene de aviação. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil.
As suspensões concentram-se principalmente em rotas com menor retorno financeiro, enquanto trechos mais movimentados, como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília, seguem mantidos.
Os cortes atingem com mais intensidade regiões específicas do país. Estados como Amazonas (-17,5%), Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%), Pará (-9,0%) e Paraíba (-8,9%) registraram as maiores reduções na malha aérea.
Na prática, a diminuição da oferta representa cerca de 2 mil voos a menos no mês e uma redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia no transporte aéreo doméstico.
Além disso, cerca de 12 aeronaves de médio porte — como Boeing 737, Airbus A320 e Embraer 195 — foram retiradas das operações regulares.
O principal fator por trás dos cortes é o aumento expressivo no custo do querosene de aviação, que subiu 54% no início de abril após reajuste da Petrobras.
Há ainda a expectativa de um novo aumento, estimado em cerca de 20% para maio, dependendo da variação do preço do petróleo no mercado internacional.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas classificou o impacto como “gravíssimo” e afirmou manter diálogo com o governo para tentar reduzir os efeitos sobre o setor e os passageiros.
Entre as medidas discutidas estão isenções tributárias, parcelamento de reajustes e linhas de financiamento. Ainda assim, empresas consideram as ações insuficientes diante do avanço dos custos operacionais.
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