Caso Master completa 5 meses com R$ 29 bilhões bloqueados
Investigação contra o Banco Master evolui e atinge ex-presidente do banco estatal, preso na quarta fase da operação
Por: Redação
21/04/2026 às 18:43

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, completou cinco meses com resultados expressivos no combate a fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Desde o início, já foram bloqueados cerca de R$ 29 bilhões e cumpridos 14 mandados de prisão.
Na quarta fase, deflagrada em 17 de abril, o foco da investigação avançou sobre o Banco de Brasília. Segundo os investigadores, há suspeitas de corrupção em operações realizadas entre o banco estatal e o Master.
Foram cumpridos:
- 2 mandados de prisão preventiva
- 7 mandados de busca e apreensão
Entre os presos está o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi transferido para o Complexo da Papuda, em Brasília. Ele aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a manutenção da prisão.
As investigações apontam que Costa teria recebido seis imóveis como propina, pagos por Daniel Vorcaro, para viabilizar operações com carteiras consideradas fraudulentas.
Evolução das investigações
A operação passou por quatro fases, ampliando gradualmente o escopo das apurações:
1ª fase (nov/2025):
- Foco em fraudes na compra e venda de créditos
- Ativos inexistentes usados como lastro
- 5 prisões preventivas, incluindo Vorcaro
- Bloqueio inicial de R$ 1,3 bilhão
2ª fase:
- Expansão para fraudes no sistema financeiro nacional
- Uso de fundos estruturados em camadas
- 42 mandados de busca
- Bloqueio de R$ 5,7 bilhões
3ª fase:
- Investigação de obstrução de Justiça e ameaças
- Prisões adicionais, incluindo aliados do esquema
- Bloqueio total chega a R$ 22 bilhões
- Afastamento de servidores do Banco Central
Durante essa etapa, também foi preso Luiz Phillipi Mourão, apontado como responsável por monitorar opositores do grupo.
Mudança no STF e crise na condução
O caso também gerou repercussões no Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria após críticas internas relacionadas à condução do processo, incluindo decisões sobre sigilo e armazenamento de provas.
Posteriormente, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria e passou a conduzir as fases seguintes da operação.
Próximos desdobramentos
As investigações seguem em andamento e podem ganhar novo impulso com uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro. Segundo apurações, a defesa do empresário sinalizou ao STF a intenção de apresentar uma colaboração que pode envolver integrantes dos Três Poderes.
A expectativa é que esse material seja apresentado ainda em maio, o que pode ampliar o alcance da operação e trazer novos desdobramentos ao caso.
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