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Custo por preso em penitenciárias federais bate recorde e supera R$ 46 mil por ano

Custo por preso em penitenciárias federais bate recorde e supera R$ 46 mil por ano

Sistema que abriga líderes de facções e detentos de alta periculosidade registrou aumento contínuo das despesas, segundo dados da Senappen

Por: Redação

27/07/2026 às 07:27

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Foto: Reprodução

O custo para manter presos considerados de alta periculosidade nas penitenciárias federais de segurança máxima atingiu o maior patamar da série histórica. Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que a despesa média anual por detento chegou a R$ 46.462,44 em 2025.

O Sistema Penitenciário Federal (SPF) é formado por cinco unidades localizadas em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). As penitenciárias são destinadas, principalmente, à custódia de líderes de facções criminosas e presos classificados como de alta periculosidade.

Atualmente, o sistema abriga 461 detentos com vínculo identificado com organizações criminosas. Desse total, 159 exercem funções de liderança em âmbito regional ou nacional, de acordo com a Senappen.

Os dados mostram crescimento gradual dos custos nos últimos anos. Em 2020, considerando apenas o período entre julho e dezembro, o gasto médio por preso foi de R$ 25.256,83. Em seguida, o valor passou para R$ 31.294,71 em 2021, R$ 39.724,26 em 2022, R$ 43.783,41 em 2023, R$ 41.861,52 em 2024 e alcançou R$ 46.462,44 em 2025. Nos dois primeiros meses de 2026, o custo anualizado foi estimado em R$ 46.208,88.

As despesas totais do Sistema Penitenciário Federal também cresceram no período. Segundo a Senappen, os gastos passaram de R$ 191,9 milhões em 2021 para R$ 279,3 milhões em 2025. Em 2022, o sistema consumiu R$ 225 milhões; em 2023, R$ 256,2 milhões; e, em 2024, R$ 239,3 milhões. Apenas entre janeiro e fevereiro de 2026, as despesas já somavam R$ 51,9 milhões.

A Senappen informou que todas as unidades adotam a separação formal de presos conforme a organização criminosa à qual estão vinculados, seguindo critérios da Lei de Execução Penal e protocolos de segurança.

Segundo o órgão, nunca foram registrados homicídios nem rebeliões provocadas por conflitos entre facções nas penitenciárias federais de segurança máxima. A pasta atribui esse resultado à política de segregação dos detentos e à distribuição dos presos de acordo com seus respectivos grupos criminosos.

Atualmente, integrantes de 37 organizações criminosas estão custodiados no Sistema Penitenciário Federal. Entre elas estão Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Bonde do Maluco, Sindicato do Crime, Terceiro Comando Puro (TCP) e diferentes grupos milicianos.

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