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Déficit em contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, maior nível desde 2014
Déficit em contas externas do Brasil atinge US$ 68,8 bilhões em 2025, maior nível desde 2014
Resultado divulgado pelo Banco Central reflete queda no superávit comercial e aumento nas remessas de renda ao exterior, apesar de recuo no déficit de serviços
Por: Redação
26/01/2026 às 09:39

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
As transações correntes das contas externas do Brasil encerraram 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões, o maior saldo negativo anual desde 2014, quando o rombo chegou a US$ 110,5 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26.dez.2025) pelo Banco Central do Brasil (BC).
O resultado representa um aumento de 4% em relação a 2024 e reflete o desempenho conjunto da balança comercial, da conta de serviços e da renda primária — que inclui remessas de juros, lucros e dividendos ao exterior. Nesse grupo estão despesas como serviços de streaming, computação em nuvem, softwares e telecomunicações contratados por brasileiros junto a empresas estrangeiras.
Segundo o Banco Central, a piora no saldo das contas externas foi influenciada principalmente pela redução do superávit da balança comercial, que diminuiu em US$ 15,5 bilhões na comparação anual. Além disso, o déficit da renda primária aumentou US$ 8 bilhões, indicando maior volume de recursos enviados para fora do país na forma de pagamentos financeiros.
Por outro lado, a conta de serviços apresentou melhora, com redução de US$ 6 bilhões no déficit, atenuando parcialmente o resultado negativo das transações correntes.
Em 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 50,3 bilhões. As exportações de bens somaram US$ 319,9 bilhões, uma queda de US$ 20 bilhões em relação a 2024. Já as importações recuaram US$ 4,5 bilhões, totalizando US$ 269,5 bilhões no ano.
Apesar do saldo ainda positivo, o encolhimento do comércio exterior contribuiu de forma decisiva para o aumento do déficit externo, segundo a avaliação do BC.
A conta de serviços fechou o ano com saldo negativo de US$ 49,163 bilhões, refletindo gastos elevados com transporte, viagens internacionais, aluguel de equipamentos e serviços digitais.
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