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Percepção sobre economia piora e brasileiros ficam mais pessimistas, aponta Datafolha
Percepção sobre economia piora e brasileiros ficam mais pessimistas, aponta Datafolha
Pesquisa mostra aumento da avaliação negativa da situação econômica e maior expectativa de inflação e desemprego nos próximos meses
Por: Redação
10/03/2026 às 20:17

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A percepção dos brasileiros sobre a situação econômica do país piorou nos últimos meses, segundo pesquisa Datafolha divulgada recentemente. O levantamento indica crescimento da avaliação negativa da economia e aumento do pessimismo em relação ao futuro financeiro e ao mercado de trabalho.
De acordo com a pesquisa, o percentual de entrevistados que afirmam que a economia brasileira piorou subiu de 41% em dezembro de 2025 para 46% em março de 2026. No mesmo período, a parcela dos que consideram que a situação melhorou caiu de 29% para 24%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os dados mostram que a percepção negativa da economia aparece em praticamente todas as faixas de renda. Entre os brasileiros com renda acima de dez salários mínimos, o índice chega a 69%. Entre evangélicos, o percentual é de 57%, enquanto entre católicos fica em 41%.
Expectativa de piora
A pesquisa também indica aumento do pessimismo em relação aos próximos meses. Para 35% dos entrevistados, a economia deve piorar, contra 21% na pesquisa anterior realizada em dezembro.
Já a expectativa de melhora caiu de 46% para 30% no mesmo período.
O otimismo aparece com maior intensidade entre pessoas de menor renda, especialmente aquelas que recebem até dois salários mínimos. Nesse grupo, 33% acreditam que a economia vai melhorar. No Nordeste, o índice de otimismo chega a 36%.
Entre potenciais eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 51% acreditam em melhora da economia. Já entre os que pretendem votar no senador Flávio Bolsonaro, apenas 14% esperam melhora.
Avaliação do governo
Apesar da piora na percepção econômica, a avaliação geral do governo federal apresentou variação pequena. A aprovação do governo Lula permaneceu em 32% entre dezembro de 2025 e março de 2026, enquanto a avaliação negativa subiu de 37% para 40%, dentro da margem de erro.
O início de 2026 foi marcado por fatores que influenciaram o ambiente econômico, como juros elevados, aumento do endividamento das famílias e sinais de desaceleração da economia. Ao mesmo tempo, houve melhora em alguns indicadores, como renda média e inflação.
Situação financeira das famílias
A pesquisa também mostra aumento da insatisfação com a situação financeira pessoal. O percentual de brasileiros que afirmam que sua própria condição econômica piorou subiu de 26% para 33%.
Já a parcela que afirma ter visto melhora caiu de 36% para 30%.
O pessimismo em relação ao futuro pessoal também voltou a crescer. Em julho de 2025, 22% diziam estar pessimistas; esse número caiu para 10% em dezembro, mas voltou a subir para 14% na pesquisa mais recente.
Desemprego e inflação
A expectativa de aumento do desemprego também cresceu. Para 48% dos entrevistados, o número de pessoas sem trabalho deve aumentar nos próximos meses. Apenas 21% acreditam em queda do desemprego.
Apesar da percepção negativa, os dados mais recentes do IBGE indicam que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em janeiro de 2026 foi de 5,4%, um dos níveis mais baixos da série histórica.
A inflação também preocupa a população. Segundo o levantamento, 61% dos brasileiros acreditam que os preços vão subir nos próximos meses. Apenas 11% esperam queda da inflação.
A pesquisa ainda aponta que 39% dos entrevistados acreditam que o poder de compra dos salários deve diminuir, enquanto 32% avaliam que ele poderá aumentar.
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