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Estados da oposição lideram dependência da União para honrar dívidas em 2025
Estados da oposição lideram dependência da União para honrar dívidas em 2025
Governos críticos a Lula receberam R$ 11 bilhões do Tesouro para evitar calotes; quatro maiores beneficiários estão no Regime de Recuperação Fiscal
Por: Redação
20/01/2026 às 07:41
● Atualizado em 20/01/2026 às 07:53

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Estados governados por partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva lideraram, em 2025, a lista dos entes federativos mais dependentes da União para pagar dívidas com bancos e organismos internacionais. No ano passado, o governo federal desembolsou cerca de R$ 11 bilhões para honrar parcelas de empréstimos garantidos pela União, evitando a inadimplência dessas administrações.
Os maiores valores foram destinados a Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás — todos comandados por governadores alinhados à oposição ao Planalto e inseridos no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo criado para estados em grave crise financeira. Os dados constam no Relatório Mensal de Garantias Honradas da Secretaria do Tesouro Nacional.
Em 2025, o Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL), foi o maior beneficiário, com R$ 4,69 bilhões pagos pela União (42,35% do total). Minas Gerais, sob Romeu Zema (Novo), recebeu R$ 3,55 bilhões (32,05%). O Rio Grande do Sul, governado por Eduardo Leite (PSD), teve R$ 1,59 bilhão quitado pelo Tesouro, enquanto Goiás, de Ronaldo Caiado (União Brasil), contou com R$ 888,06 milhões.
Na prática, quando um estado não consegue pagar um financiamento com garantia federal, a União assume a dívida para preservar a credibilidade do país junto ao sistema financeiro e a organismos multilaterais. Ao aderir ao RRF, o estado obtém alívio imediato — como a suspensão temporária do pagamento de dívidas com a União e o socorro federal em operações garantidas — em troca de um plano de ajuste que inclui teto para gastos com pessoal, restrições a reajustes, privatizações, revisão de incentivos fiscais e reformas administrativas. As dívidas não são perdoadas: são refinanciadas em prazos longos, que podem chegar a 360 meses.
Durante a vigência do RRF, a União não executa contragarantias, o que explica a baixa recuperação imediata dos valores pagos.
Desde 2016, o governo federal já honrou R$ 86,52 bilhões em dívidas garantidas de estados e municípios, mas recuperou apenas R$ 5,9 bilhões. Somente em dezembro de 2025, a recuperação foi de R$ 25,02 milhões. A maior parte do montante honrado (R$ 76,97 bilhões) concentra-se justamente em entes dentro do RRF. Há ainda R$ 1,90 bilhão compensados por perdas de ICMS e R$ 368,19 milhões irrecuperáveis por decisões judiciais envolvendo municípios.
No último mês de 2025, a União precisou pagar R$ 1,48 bilhão em dívidas garantidas: R$ 643,96 milhões ao Rio de Janeiro, R$ 626,19 milhões a Minas Gerais, R$ 72,36 milhões a Goiás e R$ 70,81 milhões ao Rio Grande do Sul.
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