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FGC injetou R$ 4 bilhões no Banco Master antes de liquidação

FGC injetou R$ 4 bilhões no Banco Master antes de liquidação

Aportes tentaram conter crise, mas banco quebrou mesmo após socorro bilionário

Por: Redação

27/03/2026 às 08:52

Imagem de FGC injetou R$ 4 bilhões no Banco Master antes de liquidação

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) repassou cerca de R$ 4,3 bilhões ao Banco Master nos meses que antecederam a liquidação da instituição pelo Banco Central. Os recursos foram liberados entre maio e outubro de 2025, em uma tentativa de viabilizar uma saída ordenada do mercado.

Apesar do volume expressivo, a ajuda não foi suficiente para conter a crise de liquidez do banco. Mesmo com os aportes, o grupo conseguiu captar apenas R$ 90,2 milhões no período, evidenciando a dificuldade de recuperação.

Os recursos do FGC foram direcionados principalmente para honrar títulos cobertos pelo próprio fundo — mecanismo previsto para proteger investidores e evitar um efeito cascata no sistema financeiro.

A área técnica do Banco Central avaliou que as medidas reduziram o impacto potencial da crise, com a exposição do FGC caindo de R$ 51 bilhões para cerca de R$ 40 bilhões ao longo do processo. Ainda assim, tentativas como aumento de capital, venda de ativos e reestruturação não conseguiram evitar o colapso da instituição.

Um plano apresentado pelo banco previa venda de ativos, entrada de investidores estrangeiros e até aportes bilionários em créditos, mas não avançou. Na prática, a deterioração financeira continuou.

Quando a liquidação foi decretada, em novembro, o Banco Master tinha apenas R$ 4,8 milhões em caixa disponível, diante de compromissos imediatos que somavam R$ 48,6 milhões — um cenário que evidenciava a insolvência.

O Banco Central concluiu que a liquidação extrajudicial era a medida mais adequada para preservar o sistema financeiro. Posteriormente, auditoria do Tribunal de Contas da União apontou que a atuação da autoridade monetária seguiu parâmetros técnicos e legais.

O caso deve gerar o maior desembolso da história do FGC, com estimativa superior a R$ 50 bilhões para cobrir prejuízos de credores ligados ao conglomerado.

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