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Governo Lula encerra terceiro ano consecutivo com déficit nas contas públicas

Governo Lula encerra terceiro ano consecutivo com déficit nas contas públicas

Resultado negativo de R$ 61,7 bilhões em 2025 supera meta fiscal e evidencia dependência de exceções contábeis

Por: Redação

29/01/2026 às 14:44

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou 2025 com novo déficit nas contas públicas, consolidando o terceiro ano consecutivo de resultados no vermelho. O saldo negativo do governo central — que reúne Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — atingiu R$ 61,7 bilhões, o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados oficiais.

O resultado representa uma elevação real de 12% em relação a 2024, já considerada a inflação no cálculo. A meta fiscal para o ano previa resultado primário zero, com margem de tolerância de ±0,25% do PIB. O governo só conseguiu se manter formalmente dentro do limite graças à exclusão de despesas específicas do cálculo oficial, o que evitou sanções previstas no arcabouço fiscal.

Das despesas excluídas, R$ 48,7 bilhões responderam pela maior parte do déficit. Entre os itens retirados do cálculo estão R$ 41,2 bilhões referentes ao pagamento de precatórios atrasados, R$ 2,8 bilhões para ressarcimento de aposentados prejudicados por fraudes no INSS, além de R$ 2,2 bilhões em gastos temporários de saúde e educação e R$ 2,5 bilhões destinados à defesa nacional.

Sem essas exceções, o déficit cairia para R$ 13 bilhões (0,1% do PIB), ficando dentro da margem permitida — o que, na prática, reforça a leitura de que o cumprimento da meta se deu por ajustes contábeis, e não por melhora estrutural das contas.

Com o resultado de 2025, o governo Lula fecha três anos seguidos de déficit, mantendo a trajetória de desequilíbrio fiscal que marca a maior parte do período desde 2014 — exceção feita a 2022, quando houve superávit. O quadro reforça preocupações do mercado e de analistas sobre a sustentabilidade do gasto público, especialmente diante da pressão por despesas obrigatórias e da dificuldade em promover cortes permanentes.

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