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Governo Lula reavalia “taxa das blusinhas” em ano eleitoral

Governo Lula reavalia “taxa das blusinhas” em ano eleitoral

Levantamento mostra maioria contrária à cobrança, enquanto impacto fiscal é considerado limitado

Por: Redação

31/03/2026 às 09:29

Imagem de Governo Lula reavalia “taxa das blusinhas” em ano eleitoral

Foto: Agência Brasil

A discussão sobre o fim da chamada “taxa das blusinhas” voltou ao centro do debate no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impulsionada pelo cenário eleitoral de 2026 e pelo impacto direto da medida na popularidade do Planalto.

Levantamento da AtlasIntel indica que 62% dos brasileiros consideram a taxação um erro, enquanto apenas 30% avaliam a política como um acerto. O resultado intensificou a pressão interna por uma possível revisão da cobrança, especialmente diante do desgaste junto ao eleitorado.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o impacto fiscal de uma eventual retirada da taxa é reduzido. Segundo ela, a arrecadação anual gira em torno de R$ 2 bilhões, valor considerado administrável dentro do Orçamento federal. “Em relação à taxa das blusinhas, com ou sem, isso não dá um grande impacto no orçamento”, declarou.

Apesar disso, Tebet destacou que a decisão deve passar pelo Congresso Nacional e afirmou que o tema ainda não foi formalmente discutido dentro do governo ou na Junta de Execução Orçamentária.

A cobrança incide sobre compras internacionais de até US$ 50, atingindo diretamente consumidores de plataformas estrangeiras — sobretudo entre a população de renda mais baixa, onde a rejeição à medida é mais expressiva.

Criada com o objetivo de aumentar a arrecadação e reduzir a concorrência com o varejo nacional, a taxação passou a ser alvo de críticas desde sua implementação. Setores da indústria e do comércio defendem a manutenção, alegando proteção à produção interna e preservação de empregos.

Por outro lado, o avanço da arrecadação federal sem aumento direto de impostos — cenário citado por Tebet — abre espaço para revisão da política. “Não existe lado bom na guerra, mas a arrecadação tem crescido sem aumentar impostos”, afirmou a ministra.

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