Haddad indica economista de esquerda para diretoria do Banco Central
Nome de Guilherme Mello, defensor de maior intervenção estatal e corte de juros, reacende debate sobre autonomia do BC e politização da política monetária
Por: Redação
01/02/2026 às 21:45

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou o economista Guilherme Mello para uma vaga no Conselho Diretor do Banco Central do Brasil. A nomeação ainda depende de aprovação do Senado Federal e ocorre em meio a críticas sobre a crescente influência do governo Lula na autoridade monetária.
Atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Mello, de 42 anos, é identificado com a corrente estruturalista da economia — linha que defende maior presença do Estado, ampliação do gasto público e uso do crédito direcionado como instrumentos para estimular crescimento e controlar a inflação.
Ao lado de Haddad, o economista tem defendido a redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 15% ao ano.
O Conselho Diretor do Banco Central conta atualmente com sete dos nove integrantes previstos. As vagas surgiram após as saídas de Diogo Guillen e Renato Gomes no fim de 2025.
O colegiado é presidido por Gabriel Galípolo, também indicado por Haddad e nomeado ainda em 2023, após atuar como secretário-executivo da Fazenda.
A possível entrada de Guilherme Mello reforça a percepção de avanço do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Banco Central, instituição que conquistou autonomia formal em 2021 justamente para reduzir interferências políticas na condução da política monetária.
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