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“Não há orçamento que dê conta”, diz economista sobre alta do custo de vida no Brasil

“Não há orçamento que dê conta”, diz economista sobre alta do custo de vida no Brasil

Alimentação, energia e moradia pressionam renda das famílias e ampliam nível de endividamento no país

Por: Redação

11/05/2026 às 07:33

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O aumento contínuo dos preços de itens básicos tem pressionado o orçamento das famílias brasileiras e contribuído para o avanço do endividamento no país. Levantamentos recentes apontam que despesas essenciais, como alimentação, aluguel, saúde e energia, passaram a consumir parcela cada vez maior da renda doméstica.

Desde o início da pandemia, em 2020, a alimentação acumulou alta de 83,1%, enquanto os aluguéis subiram 51,1%. Medicamentos e serviços de saúde ficaram cerca de 55% mais caros no mesmo período. Já a inflação média da economia acumulou 41,8%, segundo dados citados do IBGE.

O impacto tem reduzido o espaço para consumo, lazer e poupança. Atualmente, cerca de 30% da renda familiar já estaria comprometida com dívidas, patamar considerado recorde e que o governo tenta conter por meio do programa Novo Desenrola.

Mesmo com melhora nos indicadores de emprego e aumento da renda média, especialistas afirmam que o ganho financeiro não tem sido suficiente para compensar a escalada do custo de vida.

O economista Francisco Pessoa Faria, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), afirma que o aumento da renda não significa necessariamente maior poder de compra.

Segundo ele, novas despesas passaram a fazer parte do orçamento fixo das famílias nos últimos anos, como internet, plataformas de streaming, aplicativos de transporte e serviços de entrega.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a alimentação já consome 28,6% da renda das famílias de baixa renda, contra 25,8% registrados em 2020. No mesmo intervalo, o rendimento médio cresceu 12% acima da inflação, sem reflexo proporcional no consumo das famílias.

Outro fator apontado como agravante é o custo do crédito. Com juros elevados, muitas famílias recorrem ao rotativo do cartão de crédito e ao cheque especial para cobrir despesas básicas.

“Não há orçamento que dê conta”, afirmou o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, ao comentar o impacto combinado entre inflação persistente e crédito caro.

Além dos alimentos, os custos de serviços essenciais também avançaram fortemente nas últimas décadas. Segundo levantamento citado pela Abrace Energia, a conta de luz acumulou alta de 401,4% entre 2000 e 2024, acima da inflação média do período. A tarifa de água subiu 621%, enquanto o gás acumulou aumento superior a 700%.

Especialistas avaliam que o cenário amplia a sensação de perda de bem-estar econômico, mesmo diante de indicadores positivos no mercado de trabalho.

Para a professora Juliana Inhasz, do Insper, quando despesas essenciais sobem acima da inflação média, o impacto é sentido diretamente pelas famílias, sobretudo as de menor renda.

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