Início
/
Notícias
/
Economia
/
Prévia da inflação acelera em maio e alimentos pressionam orçamento das famílias
Prévia da inflação acelera em maio e alimentos pressionam orçamento das famílias
IPCA-15 sobe 0,62% no mês, acumula 4,64% em 12 meses e registra avanço puxado por alimentação, energia elétrica e saúde
Por: Redação
27/05/2026 às 13:04

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A prévia da inflação oficial do país voltou a acelerar em maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,62% no mês, mantendo a pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras, especialmente em itens essenciais como alimentação, energia elétrica e produtos de saúde.
Embora o índice tenha ficado abaixo do registrado em abril, quando marcou 0,89%, o acumulado do ano chegou a 3,02%. Já no recorte de 12 meses, a inflação alcançou 4,64%, acima dos 4,37% observados anteriormente, sinalizando persistência da pressão inflacionária sobre o consumo.
O grupo de alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta do indicador, com avanço de 1,38% e maior impacto sobre o índice geral. Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor estão a batata-inglesa, com aumento de 26,29%, o tomate, que subiu 12,97%, o leite longa vida, com alta de 6,07%, e as carnes, que avançaram 1,98%. Em contrapartida, itens como maçã e café moído apresentaram queda de preços, ajudando a conter parte da pressão inflacionária.
O setor de habitação também teve forte influência no resultado. A energia elétrica residencial subiu 2,16% no mês e registrou o maior impacto individual do IPCA-15, refletindo a adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança adicional sobre o consumo de energia. Reajustes em tarifas locais de água, esgoto e gás encanado também contribuíram para a alta.
Na área de saúde e cuidados pessoais, os preços avançaram 1,05%, impulsionados pelo reajuste de medicamentos, planos de saúde e produtos de higiene. O segmento farmacêutico incorporou aumentos autorizados de até 3,81% nos remédios.
Por outro lado, o grupo transportes ajudou a aliviar parcialmente o índice, com retração de 0,33%. A queda foi puxada principalmente pela redução nos preços dos combustíveis, como etanol, diesel e gasolina, apesar da alta nas passagens aéreas durante o período.
Regionalmente, Goiânia apresentou a maior variação inflacionária em maio, com alta de 1,41%, enquanto Brasília registrou o menor índice, de 0,33%. O levantamento foi realizado entre 16 de abril e 15 de maio, considerando famílias com renda entre um e 40 salários mínimos em 11 regiões do país.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




