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Queda de Maduro impulsiona mercado e reforça papel dos EUA no combate ao narcotráfico
Queda de Maduro impulsiona mercado e reforça papel dos EUA no combate ao narcotráfico
Captura do ditador venezuelano por forças americanas anima investidores e reacende expectativa de reestruturação histórica da dívida do país
Por: Redação
05/01/2026 às 14:19

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos provocou uma reação imediata e positiva no mercado financeiro internacional. Títulos da dívida soberana da Venezuela e papéis da estatal petrolífera PDVSA registraram forte valorização nesta segunda-feira (5), refletindo a expectativa de abertura política, responsabilização criminal e reorganização econômica após décadas de colapso institucional.
Segundo dados de mercado, os títulos venezuelanos subiram cerca de 20% nas primeiras negociações do pregão europeu. Analistas avaliam que o movimento é impulsionado pela percepção de que a ação decisiva dos EUA abre caminho para uma eventual transição democrática e para negociações sérias de reestruturação da dívida externa, considerada uma das maiores da história recente.
Relatórios citados por investidores internacionais apontam que os ativos da Venezuela já vinham se recuperando ao longo de 2025, à medida que o governo do presidente Donald Trump intensificava a pressão diplomática e militar contra o regime chavista. Agora, com Maduro fora do poder e sob custódia da Justiça americana, o mercado passa a precificar um novo cenário institucional no país sul-americano.
Os títulos venezuelanos estavam em default desde 2017, quando o regime socialista deixou de honrar compromissos financeiros internacionais. Estima-se que apenas a dívida soberana e da PDVSA ultrapasse US$ 60 bilhões, enquanto a dívida externa total pode chegar a US$ 170 bilhões, considerando juros acumulados e decisões arbitrais.
Para especialistas, a ação dos EUA representa não apenas um golpe contra o narcotráfico internacional — já que Maduro é acusado de chefiar uma estrutura de narcoterrorismo de Estado —, mas também um passo decisivo para restaurar a previsibilidade econômica e a segurança jurídica na Venezuela.
“A retirada de um regime associado ao crime organizado e à corrupção sistêmica muda completamente o horizonte de risco do país”, apontam analistas do mercado financeiro internacional, que veem espaço para novas altas nos papéis venezuelanos.
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