Brasil tem déficit de US$ 8,4 bilhões nas contas externas de janeiro
Rombo de US$ 8,4 bilhões em janeiro confirma desequilíbrio estrutural; país continua enviando mais dólares ao exterior do que recebe
Por: Redação
24/02/2026 às 18:19

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Brasil registrou déficit de US$ 8,4 bilhões nas contas externas em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil nesta terça-feira (24). Embora inferior ao rombo de US$ 9,8 bilhões observado em janeiro de 2025, o resultado mantém o país no campo negativo e evidencia a persistência do desequilíbrio externo.
As chamadas transações correntes — que englobam balança comercial, serviços e transferências unilaterais — indicam se o país recebe mais recursos do exterior do que envia. No caso brasileiro, o fluxo segue desfavorável.
Em 2025, o déficit acumulado alcançou quase US$ 68,82 bilhões, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB), reforçando a dependência de capital externo para financiar o rombo.
Superávit comercial não compensa sangria externa
Apesar do saldo positivo de US$ 3,5 bilhões na balança comercial em janeiro — acima do superávit de US$ 1,4 bilhão registrado no mesmo mês do ano anterior — o desempenho não foi suficiente para reverter o déficit global.
As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, queda de 1,2%, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões, recuo de 10%. Mesmo com a redução das compras externas, o país continua pressionado por despesas com serviços e remessas de renda ao exterior.
No acumulado de 12 meses até janeiro, o déficit das transações correntes atingiu US$ 67,6 bilhões, abaixo dos US$ 72,4 bilhões registrados no mesmo período anterior — mas ainda em patamar elevado.
Investimento estrangeiro sobe, mas dependência permanece
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 8,2 bilhões em janeiro, acima dos US$ 6,7 bilhões observados no mesmo mês de 2025. Em 12 meses, o ingresso acumulado chega a US$ 79,1 bilhões, o equivalente a 3,42% do PIB.
Embora o fluxo de capital estrangeiro ajude a financiar o déficit externo, ele também reforça a vulnerabilidade estrutural da economia, que depende de recursos internacionais para equilibrar suas contas.
Reservas sobem, mas cenário exige cautela
O estoque de reservas internacionais cresceu US$ 6,1 bilhões entre dezembro e janeiro, alcançando US$ 364,4 bilhões. O aumento decorreu principalmente de ganhos cambiais (US$ 5,1 bilhões) e receitas de juros (US$ 789 milhões).
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