Trump ameaça tarifa contra Brics e dólar dispara: "Não haverá exceções"
Presidente dos EUA anuncia aumento de 10% em tarifas para países alinhados ao Brics; dólar sobe, Bolsa cai e Lula reage a fala considerada intervencionista.
Por: Redação
07/07/2025 às 22:23

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A cotação do dólar comercial subiu 0,99% nesta segunda-feira (7), encerrando o dia a R$ 5,478. A disparada da moeda norte-americana ocorreu em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o grupo Brics, após declarações do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano).
Pelas redes sociais, Trump anunciou que irá impor uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos importados de países que, segundo ele, estejam alinhados com “políticas antiamericanas promovidas pelo Brics”. "Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a essa política", publicou o presidente em sua conta na Truth Social.
A fala teve impacto imediato no mercado. O dólar chegou a oscilar entre R$ 5,440 na mínima e R$ 5,484 na máxima ao longo do dia. Já o Ibovespa, principal índice da B3, fechou com queda de 1,26%, aos 139.489 pontos.
As declarações de Trump foram feitas no mesmo dia em que os países do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — divulgaram uma nota conjunta na cúpula realizada no Rio de Janeiro. O documento defende a soberania regulatória de cada nação sobre inteligência artificial e condena “medidas coercitivas unilaterais contrárias ao direito internacional”. Apesar de não mencionar diretamente o presidente dos EUA, a crítica foi lida como uma resposta indireta à sua retórica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu de forma mais direta. “O Brasil não aceitará interferência ou tutela de quem quer que seja”, afirmou. A China também condenou o que chamou de “estratégias protecionistas” dos EUA. Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, reiterou que o país já deixou clara sua oposição ao protecionismo americano.
As declarações indicam um novo capítulo de tensões comerciais globais, com impacto direto sobre os mercados e o equilíbrio diplomático entre potências.
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