Flamengo diz perder R$ 6,2 milhões após suspensão de acordo com BRB
Clube pede revogação de liminar e afirma que decisão afetou fluxo de caixa após bloqueio de pagamentos
Por: Redação
26/05/2026 às 07:28

Foto: Divulgação/Flamengo
O Clube de Regatas do Flamengo afirmou à Justiça ter deixado de receber R$ 6,2 milhões do Banco de Brasília (BRB) após a decisão liminar da 6ª Vara Cível de Brasília que suspendeu a execução do contrato firmado entre as partes, avaliado em R$ 42 milhões.
Segundo manifestação apresentada pelo clube no processo, o valor retido corresponde a pagamentos remanescentes do contrato anterior mantido com a instituição financeira e já estaria previsto para ser transferido ao Flamengo antes da decisão judicial.
“Ocorre que, em razão do deferimento da liminar, o Clube já deixou de receber o montante de R$ 6,2 milhões referente ao resíduo devido pelo BRB no âmbito do contrato já encerrado”, afirmou o Flamengo na contestação enviada à Justiça.
O clube sustenta que a suspensão dos repasses já produz impacto financeiro imediato, afetando o fluxo de caixa e privando a instituição de uma receita considerada relevante. De acordo com o Flamengo, o contrato anterior foi encerrado em março deste ano e os valores deveriam ser pagos até 30 dias após a emissão do recibo, realizada na primeira quinzena de maio.
Na ação, o time também pediu a revogação da liminar, alegando ausência de provas que sustentem irregularidade no acordo e defendendo que a parceria com o BRB estaria alinhada a critérios de mercado.
O Flamengo argumentou ainda que a situação financeira do banco, citada na ação popular que originou a suspensão, não seria suficiente para invalidar o contrato nem demonstraria eventual lesão ao patrimônio público.
A liminar foi concedida pela juíza Sandra Cristina de Lira, da 6ª Vara Cível de Brasília, após ação popular movida por Célia Romeiro de Sousa. A autora questiona a manutenção dos pagamentos ao clube diante do cenário financeiro do banco e aponta possível afronta aos princípios da moralidade administrativa, impessoalidade e economicidade.
Na decisão, a magistrada afirmou que documentos anexados aos autos apontam pagamentos parcelados, sucessivos e antecipações periódicas ao Flamengo, justificando a necessidade de suspender temporariamente os repasses até análise mais aprofundada do caso.
Após a repercussão, o BRB afirmou que o instrumento firmado com o clube não se trata de patrocínio tradicional, mas de parceria baseada na comercialização de produtos financeiros e compartilhamento de receitas, sustentando que o valor de R$ 42 milhões representa um piso operacional vinculado ao desempenho do acordo, e não aporte direto de recursos.
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