Após pressão de Trump, Otan atinge meta de gastos em defesa pela primeira vez
Relatório mostra que todos os países da aliança cumpriram piso de 2% do PIB e ampliaram investimentos militares
Por: Redação
27/03/2026 às 11:40

Foto: Kyle Mazza/Anadolu via Getty Images
Pela primeira vez desde a criação da meta em 2014, todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) atingiram o mínimo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em gastos com defesa.
O dado consta no relatório de 2025 da aliança, divulgado em Bruxelas, e reflete uma mudança significativa no padrão de investimentos militares entre os países membros.
Segundo o documento, os maiores percentuais de gasto foram registrados por Polônia (4,3% do PIB) e Lituânia (4%), enquanto países que historicamente investiam menos — como Espanha, Canadá e Bélgica — alcançaram o piso mínimo exigido.
A ampliação dos investimentos ocorre após anos de pressão dos Estados Unidos, especialmente durante o governo de Donald Trump, que cobrou maior compromisso dos aliados com os custos da defesa coletiva.
De acordo com o relatório, os países europeus da Otan e o Canadá mais do que dobraram seus gastos desde 2014, com aumento real de 106% no período. Apenas em 2025, esses países investiram cerca de US$ 574 bilhões, alta de 20% em relação ao ano anterior.
O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, reconheceu o papel da pressão americana no resultado. “Não acredito que a Otan inteira atingiria os 2% até 2025 sem a atual administração americana”, afirmou.
Apesar disso, os Estados Unidos não lideram mais proporcionalmente os gastos dentro da aliança, ficando atrás de países do Leste Europeu em relação ao percentual do PIB destinado à defesa.
O relatório também aponta um novo compromisso firmado entre os membros: elevar os investimentos para até 5% do PIB até 2035, meta que ainda enfrenta resistência de alguns países, como a Espanha.
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