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China reage a possível diálogo entre Trump e líder de Taiwan e cobra cautela dos EUA
China reage a possível diálogo entre Trump e líder de Taiwan e cobra cautela dos EUA
Governo chinês critica sinalização de encontro entre presidente americano e William Lai e reforça oposição a contatos oficiais com a ilha
Por: Redação
21/05/2026 às 13:07

Foto: Jim Watson/AFP
O governo da China reagiu às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível conversa com o presidente de Taiwan, William Lai, e pediu que Washington evite enviar “sinais errados” a grupos favoráveis à independência da ilha. O posicionamento foi divulgado nesta quinta-feira (21), após Trump afirmar que considera um diálogo com o líder taiwanês antes de decidir sobre uma eventual venda de armas ao território autônomo.
Durante coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim se opõe a contatos oficiais entre Washington e Taipei, além de manter resistência ao fornecimento de armamentos à ilha. Segundo o representante chinês, a questão de Taiwan exige “extrema prudência” por parte dos Estados Unidos.
A manifestação ocorre logo após uma cúpula entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, realizada em Pequim. O governo chinês também pediu agilidade dos EUA na implementação dos compromissos firmados durante o encontro e reiterou que Taiwan é considerada uma “linha vermelha” na política externa do país.
De Taipei, autoridades taiwanesas sinalizaram disposição para um eventual diálogo entre William Lai e Trump. O governo local afirmou que o presidente taiwanês estaria aberto a conversas diretas com Washington em meio ao aumento das tensões diplomáticas na região.
A disputa envolvendo Taiwan permanece como um dos principais pontos de atrito entre China e Estados Unidos. Pequim considera a ilha uma parte inseparável de seu território e não descarta o uso da força para retomar o controle da região. Já os EUA, embora não mantenham relações diplomáticas formais com Taiwan, seguem como principal fornecedor de armamentos da ilha e mantêm compromissos estratégicos de apoio à sua segurança.
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