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China reage a sanções dos EUA e diz que medidas “violam o Direito Internacional”
China reage a sanções dos EUA e diz que medidas “violam o Direito Internacional”
Governo chinês proíbe cumprimento de restrições e tenta proteger refinarias que compram petróleo iraniano
Por: Redação
04/05/2026 às 15:22

Foto: Marcos Corrêa/PR
O governo da China anunciou medidas para bloquear sanções impostas pelos Estados Unidos contra refinarias chinesas acusadas de importar petróleo do Irã.
A decisão foi tomada após o Departamento do Tesouro norte-americano aplicar restrições que impedem essas empresas de acessar o sistema financeiro dos EUA, além de prever punições a entidades que mantenham relações comerciais com elas.
Em resposta, o Ministério do Comércio chinês determinou que empresas do país não cumpram as sanções e classificou as medidas como ilegítimas. “O governo chinês tem se oposto consistentemente a sanções unilaterais que não possuem autorização da ONU nem fundamento no Direito internacional”, afirmou o órgão.
Segundo o comunicado, as restrições representam uma ameaça à soberania e aos interesses econômicos da China, além de afetarem negociações consideradas legais com outros países.
As sanções atingem cinco refinarias independentes, incluindo a Hengli Petroquímica, apontada pelos EUA como uma das principais compradoras de petróleo iraniano. De acordo com autoridades americanas, essas operações ajudariam a sustentar financeiramente o governo iraniano.
Dados de mercado indicam que a China absorveu mais de 80% das exportações de petróleo do Irã em 2025, reforçando a importância estratégica dessas refinarias para o abastecimento energético do país.
As chamadas refinarias independentes, conhecidas como “refinarias de bule de chá”, respondem por cerca de um quarto da capacidade de refino da China e operam, em parte, com petróleo adquirido a preços reduzidos de países sob sanções internacionais.
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