Irã ameaça reagir a presença militar dos EUA no Estreito de Ormuz
Autoridades iranianas afirmam controle da rota estratégica, enquanto Trump anuncia escolta de navios no local
Por: Redação
04/05/2026 às 09:29

Foto: Jim Lo Scalzo/EPA/Shutterstock
O comando das Forças Armadas do Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que manterá “controle total” sobre a segurança no Estreito de Ormuz e alertou forças estrangeiras contra qualquer aproximação sem coordenação prévia.
Em comunicado divulgado pela agência estatal Fars, o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi declarou que a passagem de embarcações deve ocorrer sob supervisão iraniana e fez um alerta direto aos Estados Unidos.
“Advertimos que qualquer força armada estrangeira — especialmente o agressivo Exército dos EUA — se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, afirmou.
A declaração ocorre após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA iniciarão uma operação para escoltar navios presos na região, com o objetivo de garantir a navegação de embarcações de países não envolvidos no conflito.
Segundo Trump, a iniciativa — chamada de “Projeto Liberdade” — busca assegurar a passagem segura de navios comerciais e evitar impactos maiores no comércio internacional. O presidente também indicou que eventuais interferências na operação poderão gerar resposta militar.
O aumento da tensão ocorre em meio a um cenário já considerado crítico para a navegação na região. A agência britânica UKMTO alertou que o nível de risco no Estreito de Ormuz permanece elevado devido às operações militares em andamento.
Localizado entre Omã e o Irã, o estreito é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo global. A instabilidade na região pode impactar diretamente o fluxo de comércio internacional e os preços de energia.
Apesar de sinais recentes de tentativa de negociação, incluindo troca de propostas entre Irã e Estados Unidos, ainda não há acordo firmado. Autoridades iranianas indicaram que pretendem priorizar a resolução do impasse marítimo antes de avançar em tratativas mais amplas, como o programa nuclear.
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