Crise explode na Venezuela após Nobel à opositora e reação militar dos EUA
Maduro enfrenta isolamento crescente enquanto Trump amplia pressão geopolítica; repressão interna se intensifica e provoca fuga de jornalistas e religiosos
Por: Redação
11/12/2025 às 08:47

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Venezuela voltou ao centro da crise latino-americana depois que a líder opositora María Corina Machado foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, ampliando o constrangimento internacional sobre o regime de Nicolás Maduro. A situação coincidiu com uma escalada militar envolvendo os Estados Unidos, que realizaram sobrevoos estratégicos próximos ao espaço aéreo venezuelano e confiscaram um navio petroleiro do país.
A premiação de María Corina — símbolo da resistência democrática — provocou irritação entre aliados do chavismo. Embora a cerimônia tenha ocorrido em Oslo, a líder precisou deixar a Venezuela secretamente para evitar retaliações, segundo o documento. Sua filha recebeu o prêmio em seu lugar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, adotou postura ainda mais firme diante do regime venezuelano. De acordo com o material, além da operação militar na costa da Venezuela, Trump afirmou que, após Maduro, “Gustavo Petro será o próximo”, em declarações que alertam para o avanço do socialismo no continente.
A Venezuela respondeu pedindo apoio a Brasil, Colômbia e México, evidenciando sua fragilidade geopolítica e o isolamento crescente do regime chavista.
O clima reforça o caráter autoritário do regime, que tenta conter repercussões internas após o reconhecimento global da opositora premiada.
Paralelamente, o governo Trump anunciou uma política migratória mais rígida, incluindo:
criação do Cartão Dourado, que dá residência permanente;
análise obrigatória das redes sociais dos últimos cinco anos para concessão de vistos de turistas.
As medidas refletem uma reformulação abrangente da política migratória norte-americana, com maior foco em segurança, controle e qualificação dos imigrantes — alinhada a promessas de campanha de Trump.
A crise venezuelana também repercutiu no Brasil. Conforme o documento, o ministro Edson Fachin propôs um novo código de conduta para o STF, inspirado no modelo alemão.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos reafirmaram sanções contra Alexandre de Moraes, acusando-o de violar liberdade de expressão — tema que continua desgastando a imagem internacional da Justiça brasileira.
O PL da Dosimetria, que pode reduzir significativamente a pena de Jair Bolsonaro, ganhou atenção internacional, refletindo a percepção externa de que o Brasil vive um tensionamento político incomum.
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