Israel reage ao Irã e desafia pressão dos Estados Unidos
Governo Netanyahu ordena bombardeios contra alvos militares iranianos após ataque com mísseis; Donald Trump tentava evitar escalada do conflito
Por: Redação
08/06/2026 às 08:32

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Israel realizou ataques aéreos contra instalações militares no oeste e no centro do Irã na madrugada desta segunda-feira (8), em resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra o norte do território israelense. A operação ocorreu apesar dos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impedir uma retaliação israelense e preservar as negociações diplomáticas em andamento com Teerã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já havia sinalizado que responderia ao ataque iraniano. A decisão reforça a posição de Israel de reagir militarmente a ações consideradas ameaças diretas à sua segurança nacional.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), a Força Aérea atingiu diversos alvos militares em território iraniano. A imprensa estatal do Irã informou que explosões foram registradas em Teerã e também nas cidades de Tabriz, Isfahan e Karaj.
Nos dias que antecederam a ofensiva, Trump intensificou publicamente a pressão sobre Netanyahu. O presidente norte-americano afirmou que o líder israelense deveria aceitar eventuais acordos firmados por Washington com Teerã e chegou a declarar que entraria em contato com o premiê para pedir que Israel não respondesse ao ataque iraniano. Segundo Trump, uma nova escalada militar poderia comprometer um acordo que os Estados Unidos consideram próximo.
A tensão aumentou após autoridades israelenses concluírem que o lançamento de mísseis pelo Irã representou uma violação do cessar-fogo vigente. O episódio ocorreu depois de Israel bombardear Beirute pela primeira vez desde a entrada em vigor da trégua com o Líbano. O governo israelense justificou a ação como resposta a sucessivas violações atribuídas ao Hezbollah, grupo apoiado pelo regime iraniano.
Em reação aos ataques israelenses, Teerã acusou Israel de ultrapassar “todas as linhas vermelhas” e ameaçou promover novos ataques caso o país volte a ser alvo de operações militares.
O novo confronto amplia as preocupações internacionais sobre uma possível escalada regional no Oriente Médio, em um momento em que os Estados Unidos tentam manter abertas as negociações diplomáticas com o governo iraniano.
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