Petro critica apoio de Trump a candidato da direita na Colômbia
Presidente colombiano classifica manifestação do líder americano como interferência no processo eleitoral do país
Por: Redação
03/06/2026 às 11:51

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou publicamente o apoio declarado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao candidato de direita Abelardo de la Espriella na disputa presidencial colombiana. A manifestação ocorreu após Trump declarar apoio ao candidato que liderou o primeiro turno das eleições no país.
Em publicação nas redes sociais, Petro classificou o posicionamento do líder norte-americano como uma interferência em assuntos internos da Colômbia. O presidente afirmou que os eleitores colombianos devem decidir o futuro do país de forma independente e sem influência externa.
“Quando um país interfere nas decisões de outro, a liberdade morre. Exorto toda a Colômbia a votar com plena liberdade e a não se tornar escrava ou colônia de ninguém”, escreveu Petro.
O mandatário também fez referência ao processo histórico de independência colombiana ao destacar a importância da soberania nacional. “Uma geração inteira de jovens de Nova Granada lutou ao lado de Bolívar e Nariño para nos dar liberdade e soberania”, afirmou.
A reação ocorreu após Trump declarar, em sua rede social Truth Social, que Abelardo de la Espriella teria condições de conduzir a Colômbia ao crescimento econômico, à geração de empregos e ao fortalecimento da segurança pública. O presidente americano também destacou pautas ligadas ao combate à imigração ilegal, ao tráfico de drogas e à manutenção da ordem pública.
No primeiro turno da eleição presidencial colombiana, realizado no último domingo, Espriella recebeu 43,74% dos votos e terminou à frente do senador esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro, que obteve 40,90%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 21 de junho.
O cenário eleitoral também tem sido marcado por questionamentos de Petro sobre o resultado da votação. O presidente alega a existência de indícios de irregularidades, embora tanto a contagem preliminar quanto a apuração oficial das autoridades eleitorais tenham confirmado a liderança de Espriella no primeiro turno.
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