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Maduro volta a atacar e diz que Milei “fugiu com diarreia” após protestos na Noruega

Maduro volta a atacar e diz que Milei “fugiu com diarreia” após protestos na Noruega

Ditador venezuelano reage com grosseria à consagração de María Corina Machado no Nobel da Paz e expõe incômodo com avanço democrático no país

Por: Redação

11/12/2025 às 21:53

Imagem de Maduro volta a atacar e diz que Milei “fugiu com diarreia” após protestos na Noruega

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, protagonizou mais um episódio de destempero público ao insultar o presidente da Argentina, Javier Milei, e o presidente do Panamá, José Raúl Mulino. Segundo Maduro, ambos teriam “fugido com diarreia” da Noruega após presenciarem protestos de grupos de esquerda contrários à presença da líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.

A declaração grosseira, feita em um evento em Caracas, evidencia o incômodo do regime chavista com o reconhecimento internacional da oposição venezuelana. Ainda assim, os protestos citados por Maduro foram pequenos e isolados, como relatou o jornal Clarín.

Apesar de perseguições, ameaça de prisão e restrições impostas pelo ditador, María Corina conseguiu chegar a Oslo horas após a cerimônia. Sua jornada teve traços clandestinos e contou com apoio dos Estados Unidos, segundo ela própria.

A líder opositora, que simboliza a resistência democrática venezuelana, foi ovacionada por milhares de noruegueses — cena que Maduro tentou minimizar com ataques pessoais.

O presidente argentino, firme opositor das ditaduras de esquerda, não respondeu às ofensas. Milei retornou à Argentina antes do previsto devido ao atraso na chegada de María Corina.

A reação de Maduro ocorre em meio ao crescente isolamento internacional do regime chavista, pressionado por sanções e por denúncias constantes de violações de direitos humanos.

A retórica agressiva do ditador — chamando Milei de “ridículo” e Mulino de “parasita” — reforça o padrão histórico do chavismo: atacar adversários enquanto reprime opositores e manipula a narrativa interna.

Enquanto isso, a imagem de María Corina Machado se fortalece globalmente, marcando uma derrota moral para o regime bolivariano.

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