Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020 e anuncia investigação
Presidente dos EUA afirma que Pequim obteve dados de milhões de eleitores, promete divulgar relatórios da inteligência e cobra aprovação de reforma eleitoral no Congresso
Por: Redação
17/07/2026 às 10:41

Foto: Getty Images via AFP/DIVULGAÇÃO/JC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de interferir nas eleições presidenciais de 2020 ao obter ilegalmente informações de eleitores norte-americanos. Segundo o republicano, o governo chinês teria acessado dados de dezenas de milhões de cidadãos em 18 estados, com o objetivo de influenciar o resultado do pleito.
Durante pronunciamento realizado na quinta-feira (16), Trump afirmou que a Casa Branca divulgará relatórios da comunidade de inteligência para sustentar as acusações e anunciou que determinou ao FBI e ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação sobre o caso.
O presidente também alegou que informações sobre a suposta interferência já eram conhecidas pelas autoridades federais, mas afirmou que as apurações teriam sido interrompidas durante o governo do ex-presidente Joe Biden. Como exemplo, Trump citou irregularidades envolvendo um grupo de registro de eleitores no estado de Michigan.
As declarações ocorrem enquanto o governo norte-americano busca apoio no Congresso para aprovar o projeto de reforma eleitoral denominado "Salve a América". A proposta endurece as regras para participação nas eleições federais, exigindo a apresentação de comprovante de cidadania americana e documento oficial com foto no momento da votação.
Parlamentares do Partido Democrata criticam o projeto e afirmam que as novas exigências poderão dificultar o acesso ao voto, especialmente entre minorias e populações de baixa renda.
Trump rebateu as críticas e afirmou que a proposta busca fortalecer a segurança do sistema eleitoral e impedir novas tentativas de interferência estrangeira.
Segundo o presidente, o objetivo da iniciativa é corrigir vulnerabilidades identificadas no modelo atual e proteger a soberania dos Estados Unidos, sem comprometer a credibilidade do processo democrático.
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