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Funcionária é presa em Salvador suspeita de desviar quase R$ 3 milhões de empresas
Funcionária é presa em Salvador suspeita de desviar quase R$ 3 milhões de empresas
Investigação aponta cerca de 386 transferências via Pix para contas ligadas à suspeita; Polícia Civil também apura possível lavagem de dinheiro
Por: Redação
27/08/2026 às 11:35

Foto: Divulgação
Uma funcionária de 26 anos foi presa preventivamente nesta quinta-feira (27), em Salvador, durante a Operação Fluxo Oculto, da Polícia Civil da Bahia. Ela é suspeita de participar de um esquema que teria desviado R$ 2,93 milhões de cinco empresas dos setores de construção civil e incorporação imobiliária.
Segundo as investigações, os desvios ocorreram entre abril de 2025 e maio de 2026. Nesse período, os policiais identificaram aproximadamente 386 transferências consideradas suspeitas, realizadas por meio do sistema Pix.
A suspeita teria se aproveitado da função que exercia nas empresas para manipular pagamentos. De acordo com a polícia, ela preenchia as operações com os nomes de fornecedores que realmente mantinham relação comercial com as empresas, mas direcionava os valores para contas bancárias de terceiros ligados a ela, entre eles a própria mãe e o companheiro.
O método teria sido utilizado para dificultar a identificação das irregularidades durante a conferência dos pagamentos.
Estratégia para acelerar transferências
A investigação aponta ainda que a funcionária criava situações de urgência para conseguir a liberação dos valores. Ela teria alegado, em diferentes ocasiões, que atrasos nos pagamentos poderiam provocar multas, pressionando os responsáveis pelas empresas a autorizarem as transferências rapidamente.
Com isso, segundo a Polícia Civil, a suspeita conseguia reduzir o tempo disponível para que os sócios verificassem os dados das operações e identificassem os destinatários reais dos recursos.
Durante a operação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, três medidas cautelares diversas da prisão e três mandados de busca e apreensão.
Os agentes apreenderam celulares, cartões bancários, equipamentos eletrônicos e dois veículos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores relacionados aos investigados.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), em ações realizadas em Salvador e Itaberaba.
O inquérito continua para identificar outros possíveis beneficiários dos recursos, verificar a eventual ocorrência de lavagem de capitais e tentar recuperar o dinheiro que teria sido desviado.
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