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Vice-presidente do Sindimed critica gasto de R$ 21,5 milhões do governo Lula na Bahia para enviar estudantes à escola médica de Cuba

Vice-presidente do Sindimed critica gasto de R$ 21,5 milhões do governo Lula na Bahia para enviar estudantes à escola médica de Cuba

Yuri Serafim aponta abandono da saúde pública baiana e questiona prioridade do governador ao financiar vagas em instituição estrangeira

Por: Redação

25/11/2025 às 14:14

Atualizado em 25/11/2025 às 14:47

Imagem de Vice-presidente do Sindimed critica gasto de R$ 21,5 milhões do governo Lula na Bahia para enviar estudantes à escola médica de Cuba

Em entrevista concedida nesta terça-feira (25) à Rede Comunica Brasil, o vice-presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Yuri Serafim, fez duras críticas à decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de destinar R$ 21,5 milhões para financiar a ida de 60 estudantes baianos à Escola Latino-Americana de Medicina, em Cuba.

Segundo Serafim, o valor será enviado diretamente para o governo cubano, enquanto a saúde pública da Bahia permanece em estado “degradante”.

Representando o sindicato, Yuri lembrou que o estado convive diariamente com hospitais públicos e UPAs sucateados, além de atrasos salariais que atingem diversos profissionais da saúde. Para ele, não faz sentido o governo estadual desembolsar milhões no exterior quando a realidade local é de caos.

“Ontem visitamos a UPA do Cabula e encontrei médicos com três meses de salários atrasados. A UPA lotada e os profissionais nessa situação”, afirmou ao jornalista Flávio Sande.

O dirigente destacou ainda que o Sindimed apoiou a iniciativa do deputado estadual Leandro de Jesus (PL), que sugeriu um convênio entre a Bahia e El Salvador para reforçar o combate ao crime organizado — pauta levantada após a Ação Popular movida pelo parlamentar pedindo a suspensão do edital que financia integralmente os cursos de Medicina em Cuba.

“Fomos unânimes: vamos apoiar a decisão do deputado estadual Leandro de Jesus.”

Serafim também criticou a escolha do governo petista por uma instituição estrangeira cuja formação, segundo ele, não atende aos padrões tecnológicos e de preparo exigidos pela medicina atual.

“Não precisamos de médicos militantes, e sim qualificados. Bem formados e com vínculos justos. Por que não concurso público para médicos? E não trazer médicos formados em uma faculdade que não tem ensino de qualidade, falta muito na questão tecnológica da medicina. Será que o governador colocaria um familiar na mão de um médico formado numa faculdade sem preparo comprovado? Por que o pobre merece isso? Defendemos o concurso público para atender bem a população.”

A fala do vice-presidente do Sindimed reforça a crescente insatisfação de profissionais da saúde com as prioridades do governo estadual — mais uma polêmica envolvendo o PT na Bahia, marcada por problemas estruturais e falta de gestão eficiente.

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