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Vorcaro diz que festas com prostitutas faziam parte do “business”, aponta investigação
Vorcaro diz que festas com prostitutas faziam parte do “business”, aponta investigação
Mensagens obtidas em investigação revelam que ex-dono do Banco Master relatou à namorada ter organizado eventos com centenas de garotas de programa
Por: Redação
06/03/2026 às 15:16

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelam que o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à namorada que festas com garotas de programa faziam parte de suas atividades de negócios. Os diálogos foram compartilhados com integrantes da CPMI do INSS, que investiga suspeitas de fraudes no sistema financeiro.
Segundo o material obtido nas investigações, Vorcaro relatou ter organizado eventos com grande número de mulheres contratadas. Em uma das mensagens, ele afirma que chegou a promover festas com cerca de 300 garotas de programa.
Conversa interceptada pela PF
O diálogo ocorreu em 18 de agosto de 2025, durante uma discussão entre o banqueiro e sua namorada, Martha Graeff. Na conversa, ela questiona o fato de Vorcaro seguir diversos perfis de garotas de programa nas redes sociais.
Em resposta, o empresário afirma que sua relação com esse ambiente estaria ligada ao seu trabalho.
“Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo. Não quer dizer que fiquei”, escreveu Vorcaro na mensagem interceptada.
Segundo a conversa, Graeff afirma que o empresário acompanhava 16 perfis de garotas de programa em redes sociais e critica o tipo de atividade dessas mulheres.
Diálogos entram nas investigações
Os diálogos fazem parte do conjunto de provas reunidas pela Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram supostas fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
O material foi encaminhado a integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que também analisa possíveis conexões entre empresários, autoridades públicas e eventos promovidos por Vorcaro.
Diante das revelações, o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às provas reunidas nas investigações para verificar se agentes públicos participaram de eventos organizados pelo banqueiro ou tiveram relação com as atividades sob apuração.
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