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Advogado de Carla Zambelli denuncia articulação interna no PL e alerta: “Tem deputado querendo tomar o lugar dela”
Advogado de Carla Zambelli denuncia articulação interna no PL e alerta: “Tem deputado querendo tomar o lugar dela”
Defesa critica pressão por cassação e afirma que perseguição política ameaça o equilíbrio democrático; mensagem atribuída a parlamentar reforça disputa por vaga
Por: Redação
10/12/2025 às 11:19

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O advogado Fábio Pagnozzi, que representa a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), afirmou nesta terça-feira (9) que há parlamentares atuando ativamente para acelerar sua cassação com o objetivo de herdar sua vaga na Câmara dos Deputados. Em vídeo divulgado nas redes, Pagnozzi classificou o movimento como grave e como um sinal de que a disputa interna ultrapassa critérios jurídicos e avança para um campo de oportunismo político.
Segundo o advogado, deputados de centro e direita receberam mensagens pedindo que não retardem a votação da cassação de Zambelli, pautada por Hugo Motta (Republicanos), mesmo após a CCJ ter produzido um relatório que — segundo ele — comprova a inexistência de crime.
“Hugo Motta pauta sorrateiramente o plenário para a cassação da deputada Carla Zambelli. Pior do que isso: tem deputado querendo tomar o lugar dela, mandando mensagens para deputados de centro e de direita para que cassem a deputada, mesmo depois de um relatório perfeito da CCJ mostrando que ela não cometeu crime algum.”
A declaração de Pagnozzi ganhou força após a divulgação, pelo portal Metrópoles, de uma mensagem atribuída ao deputado Adilson Barroso (PL-SP), na qual ele pede que colegas não atrasem a votação:
“Se essa representação for votada e encerrada logo, eu consigo assumir de vez, e o PL garante mais um voto.”
“A cada dia que essa votação atrasa, o PL fica com um deputado a menos. Eu já estou como deputado, mas gostaria de estar como definitivo.”
A Gazeta do Povo confirma que uma fonte próxima à liderança do PL reconheceu o envio da mensagem. O episódio expõe uma guerra interna pela vaga de Zambelli, justamente no momento em que ela enfrenta um julgamento político sob forte influência do governo e do STF.
O deputado Coronel Tadeu (PL-SP), que já substituiu Zambelli durante sua licença, disse ao jornal:
“Assumi no dia 16 de junho no lugar dela e já achei extremamente desconfortável. Correto é o cara ser eleito, como ela foi.”
Tadeu defende publicamente que os parlamentares votem contra a cassação, reconhecendo a legitimidade dos votos que elegeu Zambelli.
A votação deve ocorrer nesta quarta-feira (10), em uma pauta acelerada por Hugo Motta que também inclui a cassação do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ).
A Gazeta do Povo relata que um deputado confidenciou a um colega acreditar que a cassação de Zambelli será aprovada e que:
“Se ela for renunciar, é amanhã.”
Além disso, o clima na Câmara já antecipa novos alvos: as perdas de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) devem ser pautadas em breve.
Para Pagnozzi, o caso ultrapassa a esfera individual:
“Não se trata só de minha cliente. Trata-se de fechar um Congresso de portas abertas. Se minha cliente pode ter seu mandato cassado sem prova alguma, como demonstrou o relatório correto da CCJ, qualquer um pode ter o mesmo fim.”
O advogado também aponta que as movimentações internas contra Zambelli reforçam que o processo tem forte componente político, agravado pelo fato de a deputada estar presa em Roma, após condenação no Brasil — condenação que a defesa classifica como desproporcional e baseada em premissas frágeis.
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