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Operador ligado a Vorcaro deve R$ 216 mil à União por sonegação de Imposto de Renda
Operador ligado a Vorcaro deve R$ 216 mil à União por sonegação de Imposto de Renda
Investigado na Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, é acusado de omitir declarações fiscais enquanto atuava no grupo ligado ao Banco Master
Por: Redação
04/03/2026 às 19:28

Foto: Reprodução
Luiz Phillipi Machado Mourão, apontado pela investigação como operador do banqueiro Daniel Vorcaro em um esquema de monitoramento e intimidação de adversários, possui uma dívida de R$ 216 mil com a União por sonegação de Imposto de Renda.
O valor corresponde à soma de impostos não declarados, multas e correções monetárias referentes aos anos fiscais 2019/2020 e 2020/2021, segundo processo movido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
De acordo com os autos, Mourão — conhecido também como “Felipe Mourão” ou pelo apelido de “Sicário” — deixou de apresentar declarações obrigatórias do Imposto de Renda nos períodos mencionados, o que levou à abertura da cobrança judicial.
A PGFN chegou a solicitar o bloqueio imediato de ativos financeiros do investigado por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), antes mesmo da citação formal.
No entanto, um juiz do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), em Belo Horizonte, negou o pedido de bloqueio antecipado. O magistrado argumentou que a medida é considerada excepcional e que, naquele momento, não havia comprovação de urgência suficiente para justificar a constrição de bens.
Apesar disso, a decisão judicial, datada de 23 de dezembro, estabeleceu que, caso Mourão fosse citado e não quitasse a dívida ou não apresentasse bens para penhora no prazo de cinco dias, o bloqueio de valores em contas bancárias e veículos poderia ser executado automaticamente.
Até o momento, a defesa do investigado não se manifestou no processo, e a dívida permanece ativa no sistema de consulta da PGFN.
Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de crimes financeiros ligados ao Banco Master.
Segundo os investigadores, ele seria responsável por coordenar atividades de monitoramento de pessoas, coleta de informações sigilosas e ações de intimidação contra indivíduos considerados adversários do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que há indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para custear as atividades do grupo.
De acordo com a investigação, os recursos seriam repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e posteriormente distribuídos entre integrantes da estrutura conhecida como “A Turma”.
Além da prisão preventiva de Mourão, o STF também autorizou a suspensão das atividades de duas empresas ligadas a ele: a King Participações Imobiliárias Ltda. e a King Motors Locação de Veículos e Participações.
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