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Advogado ligado ao PT pede à Polícia Federal apuração de vazamento envolvendo investigação sobre Lulinha

Advogado ligado ao PT pede à Polícia Federal apuração de vazamento envolvendo investigação sobre Lulinha

Pedido foi feito após revelação de menções ao filho de Lula em apurações sobre fraudes no INSS; defesa fala em “vazamentos seletivos” e compara caso à Lava Jato

Por: Redação

08/01/2026 às 22:11

Imagem de Advogado ligado ao PT pede à Polícia Federal apuração de vazamento envolvendo investigação sobre Lulinha

Foto: Reprodução/Instagram

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a abertura de uma apuração para investigar o que classificou como “vazamentos seletivos” envolvendo referências ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

A conversa ocorreu no Palácio do Planalto, durante o evento que marcou os três anos dos atos de 8 de Janeiro de 2023. O pedido veio após reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelar que a PF informou ao Supremo Tribunal Federal ter identificado menções ao nome de Lulinha em documentos e diálogos de terceiros apreendidos no curso das investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Segundo a apuração, a Polícia Federal investiga se Lulinha teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como pivô do esquema investigado na Operação Sem Desconto. O advogado afirmou que pedirá uma investigação interna para apurar como essas informações chegaram ao conhecimento público.

“O grave não são as acusações, porque elas não estão calçadas em provas e o Fábio não é alvo de qualquer procedimento investigativo. O grave são os vazamentos seletivos, com métodos que reproduzem o que houve de pior na Lava Jato”, declarou Marco Aurélio de Carvalho, ao defender a apuração da conduta de agentes envolvidos.

De acordo com o Estadão, Andrei Rodrigues teria dito ao advogado que, havendo indícios, a Polícia Federal poderá abrir procedimento para apurar e responsabilizar eventuais autores de vazamentos. A PF, porém, não se manifestou oficialmente. À Corte, a corporação informou que as menções a Lulinha surgiram em material apreendido regularmente e que a investigação ainda se encontra em fase inicial.

A defesa de Lulinha nega qualquer relação dele com o INSS ou com o empresário investigado. Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em conversa com jornalistas, que ninguém será poupado em investigações. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, disse.

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