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Advogados criticam envio de Bolsonaro ao sistema prisional e defendem prisão domiciliar humanitária
Advogados criticam envio de Bolsonaro ao sistema prisional e defendem prisão domiciliar humanitária
Entidade jurídica sustenta que laudos médicos apontam incompatibilidade entre o cárcere e a preservação da saúde do ex-presidente
Por: Redação
16/01/2026 às 10:43

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Juristas ligados ao Movimento Advogados de Direita Brasil divulgaram nesta sexta-feira (16) uma nota técnica em que condenam a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia no sistema prisional, mesmo após sucessivos ajustes no regime de detenção. Segundo o documento, há laudos e relatórios médicos que indicariam incompatibilidade prática entre o encarceramento e a preservação da saúde e da integridade física do ex-mandatário.
Na avaliação dos advogados, a opção do STF por mudanças graduais nas condições de custódia — como transferência de unidade e ampliação de assistência médica — não enfrenta o ponto central do debate. Para o grupo, quando a manutenção da prisão depende de correções contínuas para garantir um mínimo de dignidade, fica evidenciada a inadequação do regime fechado, o que justificaria a concessão de prisão domiciliar de caráter humanitário.
Precedentes do próprio STF
A nota técnica relembra decisões anteriores da Corte em que a prisão domiciliar humanitária foi concedida diante de quadros clínicos considerados graves, com imposição de medidas restritivas e fiscalização judicial. Entre os precedentes citados estão casos envolvendo Fernando Collor, Roberto Jefferson, Augusto Heleno, Jorge Picciani, Paulo Maluf e Chiquinho Brazão.
De acordo com o movimento, esses exemplos envolveriam réus de diferentes espectros políticos, o que demonstraria a aplicação impessoal do critério humanitário pelo STF e reforçaria o argumento de isonomia no caso de Bolsonaro.
Argumento constitucional
O documento sustenta ainda que a humanidade não é uma concessão do Estado, mas um limite constitucional à atuação do poder público. Na avaliação dos advogados, a normalização de situações excepcionais corrói garantias fundamentais e viola os princípios da proporcionalidade e da igualdade perante a lei.
Para a entidade, a manutenção do encarceramento — ainda que com mitigadores — transforma a custódia em fator previsível de risco à saúde do ex-presidente, em afronta à própria jurisprudência do Supremo e aos limites materiais da prisão. O grupo defende que a prisão domiciliar, com controle judicial rigoroso, seria a solução proporcional e juridicamente adequada ao caso.
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