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Viana diz que CPMI não vai “blindar ninguém” após Alcolumbre manter quebra de sigilo de Lulinha
Viana diz que CPMI não vai “blindar ninguém” após Alcolumbre manter quebra de sigilo de Lulinha
Presidente da comissão afirma que decisão seguiu o regimento; base governista reconhece resultado, mas critica condução da sessão
Por: Redação
03/03/2026 às 21:01
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a comissão não fará distinções políticas após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), manter a votação que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva.
A base governista havia pedido a anulação da deliberação, realizada na semana passada sob gritaria e empurra-empurra. Alcolumbre rejeitou o pedido no plenário ao afirmar que “a suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca”.
“Decisão estritamente técnica”
Após a confirmação da validade da votação, Viana declarou que não foi surpreendido pela decisão e sustentou que cumpriu o regimento “rigorosamente” desde o início da comissão.
“Não vamos blindar ninguém”, afirmou o senador. “Eu, como presidente, colocarei em votação todo e qualquer requerimento, seja qual for o nome envolvido — parente de gente importante, banqueiro, seja quem for. A CPMI não vai blindar ninguém”.
Ele também explicou que a presença dos parlamentares foi aferida pelo painel eletrônico, que registrou 31 senadores com presença confirmada. Segundo Viana, na votação nominal anterior o governo obteve maioria, mas na votação simbólica seriam necessários 16 votos contrários para rejeitar a matéria.
Governo contesta, mas não recorrerá
O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou a condução da sessão e afirmou que a decisão estaria em desacordo com o regimento, acusando o presidente da CPMI de “fraudar o processo”.
Apesar das críticas, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) declarou que a base governista não apresentará recurso contra a decisão de Alcolumbre. “Reconhecemos o resultado e seguimos adiante”, afirmou.
Com a manutenção da quebra de sigilo, a CPMI do INSS amplia o foco das investigações e mantém a pressão política sobre o governo federal em meio às apurações sobre fraudes previdenciárias.
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