Início

/

Notícias

/

Brasil

/

Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha e rejeita anulação da votação na CPMI

Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha e rejeita anulação da votação na CPMI

Presidente do Senado afirma que não houve violação evidente ao regimento e decide não intervir no resultado

Por: Redação

03/03/2026 às 17:57

Imagem de Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha e rejeita anulação da votação na CPMI

Foto: ANDRESSA ANHOLETE/AGÊNCIA SENADO

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu manter a deliberação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS que autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
 
Ao anunciar sua decisão, Alcolumbre afirmou que não identificou desrespeito flagrante ao regimento ou à Constituição que justificasse a intervenção da presidência do Congresso.
 
“Esse não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento ou à Constituição. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPI”, declarou.
 
 
Confusão e disputa sobre contagem de votos
 
A votação ocorreu na quinta-feira (26) e foi marcada por bate-boca e acusações de fraude por parte de parlamentares governistas, que questionaram o resultado proclamado pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
 
A deliberação foi feita de forma simbólica — modelo em que os favoráveis permanecem sentados e os contrários se levantam.
 
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustentam que havia 14 votos contrários à quebra de sigilo e 7 favoráveis, considerando 21 parlamentares presentes na sala. Já Viana declarou ter identificado sete votos contrários e afirmou que, mesmo que fossem 14, seriam necessários 16 votos para formar maioria, pois o painel registrava 31 presentes na votação nominal anterior.
 
Alcolumbre respaldou essa interpretação. Segundo ele, com quórum de 31 parlamentares registrado oficialmente, a maioria exigida seria de 16 votos.
 
“Ainda que se considere que o presidente da CPI se equivocou na contagem daqueles que se levantaram, o número de votantes contrários demonstrado pelos autores não seria suficiente para ganhar a deliberação”, afirmou.
 
 
Divergência sobre o quórum
 
O impasse envolve duas interpretações do regimento:
• Governistas alegam que, no momento da votação simbólica, havia 21 parlamentares presentes e, portanto, 14 votos contrários seriam suficientes para rejeitar o requerimento.
• A presidência da CPI considera válido o quórum de 31 parlamentares registrado no painel na votação nominal anterior — que contou com suplentes — exigindo 16 votos para formar maioria.
 
Alcolumbre concluiu que a suposta violação não é “evidente e inequívoca” e, por isso, não caberia intervenção da Mesa.
 

e a investigação
 
Lulinha é investigado pela CPMI por suposto envolvimento com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, acusado de facilitar descontos indevidos em aposentadorias.
 
Segundo as apurações, o lobista teria ordenado o pagamento de R$ 300 mil a uma empresária ligada ao filho do presidente. A defesa afirma que Lulinha não teve participação nas fraudes e não cometeu qualquer crime.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.