Além de Moraes, Toffoli também viajou em voos de empresas ligadas a Vorcaro
Ministro deixou relatoria do caso após revelações
Por: Redação
02/04/2026 às 11:01

Foto: Andressa Anholete/SCO/STF
Registros oficiais indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli utilizou voos em aeronaves vinculadas a empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, investigado no âmbito do caso Banco Master. A informação surge um dia após revelações semelhantes envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com apuração baseada em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Toffoli realizou ao menos dez voos em jatinhos privados ao longo de 2025, sendo cinco deles associados direta ou indiretamente a empresas ligadas ao empresário.
Ligações com empresas e rotas frequentes
Os voos identificados envolvem aeronaves de companhias que mantêm ou mantiveram relação com Vorcaro, como Prime Aviation e Petras Participações. Há também registros de deslocamentos em aviões de empresários próximos ao entorno do grupo investigado.
Entre os destinos mais frequentes estão São Paulo, Marília (cidade natal do ministro) e regiões próximas ao resort Tayayá, no interior do Paraná — empreendimento ligado a pessoas do círculo empresarial relacionado ao caso.
Um dos episódios descritos aponta que, em julho de 2025, Toffoli acessou o terminal executivo em Brasília minutos antes da decolagem de uma aeronave que seguiu para Marília. Em outras ocasiões, registros mostram coincidência entre horários de embarque do ministro e voos com destino a localidades próximas ao resort.
Relações pessoais e contexto das viagens
Parte das viagens também envolve aeronaves de empresários com relação pessoal com o ministro. Em um dos casos, Toffoli viajou ao Peru para assistir à final da Copa Libertadores ao lado de um advogado ligado à defesa de investigados no caso Banco Master.
As informações indicam ainda a presença de equipes de segurança deslocadas para regiões coincidentes com os destinos dos voos, reforçando a associação entre os registros de embarque e as viagens realizadas.
Saída da relatoria e repercussão
Toffoli era relator de processos relacionados ao Banco Master no STF, mas deixou o caso após o avanço das investigações e a revelação de diálogos com o empresário. Posteriormente, declarou-se suspeito para atuar no julgamento envolvendo medidas contra Vorcaro.
O gabinete do ministro e a defesa do empresário foram procurados, mas não houve manifestação até o momento da publicação.
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