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Amiga de Lulinha pede ao STF apuração sobre possível vazamento de conversas

Amiga de Lulinha pede ao STF apuração sobre possível vazamento de conversas

Defesa de Roberta Luchsinger solicita acesso a eventual interceptação autorizada pela Justiça ou investigação sobre possível quebra ilegal de sigilo em apuração do caso INSS

Por: Redação

22/07/2026 às 09:33

Imagem de Amiga de Lulinha pede ao STF apuração sobre possível vazamento de conversas

Foto: Reprodução/Instagram

A defesa da empresária Roberta Moreira Luchsinger protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que seja apurada a existência de um possível vazamento de conversas entre ela e Fábio Luís Inácio Lula da Silva, o Lulinha. Os advogados também solicitaram acesso ao material caso as comunicações tenham sido interceptadas mediante autorização judicial.

O requerimento foi apresentado após reportagem informar que a equipe da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estudava divulgar áudios envolvendo Luchsinger e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a defesa, não há conhecimento de qualquer decisão judicial que tenha autorizado interceptações telefônicas ou telemáticas da empresária.

Na petição, os advogados sustentam que, caso tenha havido autorização judicial, o conteúdo deve ser disponibilizado integralmente à defesa. Se não houver autorização, pedem que o STF determine a abertura de investigação para apurar eventual crime de violação de sigilo.

De acordo com o pedido, as conversas mencionadas estariam relacionadas ao inquérito que investiga um suposto esquema de fraudes em descontos associativos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Roberta Luchsinger e Lulinha são investigados nesse inquérito, que tem como relator o ministro André Mendonça. No curso das investigações, o magistrado autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha. Apesar disso, nenhum dos dois foi indiciado no primeiro relatório apresentado pela Polícia Federal. O documento atribuiu indícios de crimes a Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e a outras 47 pessoas.

As investigações tiveram início com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025. Segundo a corporação, entidades associativas teriam realizado descontos irregulares em benefícios previdenciários, provocando prejuízo estimado em pelo menos R$ 6,3 bilhões. A apuração levou ao afastamento do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e, posteriormente, à saída do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT).

 
 

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