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Amiga de Lulinha recorre ao STF para tentar barrar quebra de sigilo na CPMI do INSS
Amiga de Lulinha recorre ao STF para tentar barrar quebra de sigilo na CPMI do INSS
Empresária Roberta Luchsinger questiona decisão da comissão que aprovou medidas contra investigados em votação conjunta sem debate individual
Por: Redação
04/03/2026 às 09:05

Foto: Reprodução/Youtube
A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3) para tentar suspender a quebra de seus sigilos determinada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi apresentado por meio de um mandado de segurança protocolado diretamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. A defesa da empresária contesta a forma como a comissão aprovou a medida, argumentando que a decisão ocorreu sem análise individual dos requerimentos.
Segundo os advogados, a quebra de sigilo foi aprovada durante a sessão da CPMI realizada em 26 de fevereiro em uma votação conjunta, que teria incluído dezenas de requerimentos ao mesmo tempo.
“Conforme se extrai da transmissão da sessão de 26 de fevereiro de 2026, a aprovação das graves medidas requeridas pelos nobres integrantes da CPMI foi realizada ‘em globo’, ou seja, 87 (oitenta e sete) requerimentos foram aprovados em conjunto, sem que se tenha dedicado qualquer espaço de debate ou exame específico acerca das medidas cautelares requeridas, as quais foram chanceladas de forma indiscriminada, sem qualquer fundamentação”, diz a defesa da empresária.
Roberta Luchsinger é investigada no inquérito que apura o escândalo conhecido como “Farra do INSS”, alvo da comissão parlamentar instalada para investigar possíveis irregularidades em benefícios e operações envolvendo o sistema previdenciário.
A quebra de sigilo da empresária foi aprovada na mesma votação em que a CPMI também determinou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Após a decisão da comissão, aliados do governo recorreram ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a votação. O senador, entretanto, decidiu manter a decisão da CPMI, preservando a quebra de sigilo de todos os investigados.
O caso agora será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir se mantém ou não as medidas aprovadas pela comissão parlamentar.
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