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Após Moraes barrar Lei da Dosimetria, veja próximos passos no STF

Após Moraes barrar Lei da Dosimetria, veja próximos passos no STF

Decisão do ministro do STF trava pedidos de progressão de regime e revisão de condenações ligadas ao 8/1

Por: Redação

11/05/2026 às 11:55

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Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026), aprovada pelo Congresso Nacional na última semana. A legislação altera regras de cálculo de penas e progressão de regime para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A decisão ocorreu após o ajuizamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa, pela federação PSOL-Rede e pela federação PT/PCdoB/PV.

Relator das ações no STF, Moraes determinou que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem em até cinco dias. Depois disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverão apresentar pareceres técnicos sobre o tema.

Ainda não há data definida para o plenário do Supremo julgar o mérito da nova legislação.

Na prática, a decisão impede temporariamente que condenados pelos atos de 8 de janeiro solicitem redução de pena ou progressão de regime com base nas novas regras aprovadas pelo Congresso.

A Lei da Dosimetria poderia beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo estimativas citadas no processo, o novo texto reduziria significativamente o prazo para progressão ao regime semiaberto.

Atualmente, Bolsonaro só poderia avançar de regime em setembro de 2033. Com a nova legislação, esse prazo poderia cair para cerca de três anos e três meses.

Além do ex-presidente, a norma pode atingir ao menos 179 investigados e condenados pelos atos antidemocráticos, incluindo presos em regime fechado, prisão domiciliar e preventiva.

A principal mudança da lei envolve a interpretação dos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Hoje, o STF entende que as penas podem ser somadas. A nova legislação estabelece que essas punições não sejam acumuladas automaticamente.

O texto também prevê redução de pena para crimes praticados em meio a multidões, desde que o acusado não tenha financiado os atos nem exercido liderança, além de flexibilizar critérios para progressão de regime.

Após a decisão de Moraes, parlamentares da oposição criticaram a suspensão da lei por decisão individual do ministro.

O senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como uma “canetada monocrática”. Já o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, defendeu a aprovação urgente de propostas para limitar decisões monocráticas do STF sobre leis aprovadas pelo Congresso.

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