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Assessor de Trump virá ao Brasil para defender agenda “América Primeiro” e pode se reunir com Bolsonaro
Assessor de Trump virá ao Brasil para defender agenda “América Primeiro” e pode se reunir com Bolsonaro
Diplomata Darren Beattie deve visitar o país para tratar de interesses dos EUA; encontro com o ex-presidente ainda depende de ajuste de agenda
Por: Redação
12/03/2026 às 08:28

Foto: Departamento de Estado dos EUA
A visita ao Brasil do assessor do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao país, Darren Beattie, terá como principal objetivo promover os interesses estratégicos dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano, que destacou que a missão faz parte da agenda internacional da atual administração americana.
Beattie ocupa o cargo de conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil e também atua no Departamento de Educação e Assuntos Culturais dos EUA. Durante a viagem, ele pretende defender a política externa conhecida como “América Primeiro”, diretriz central do governo Trump.
“O Conselheiro Sênior para Políticas sobre o Brasil e Alto Funcionário do Departamento de Educação e Assuntos Culturais, Darren Beattie, viajará em breve ao Brasil para promover a agenda de política externa ‘América Primeiro'”, informou o Departamento de Estado ao comentar a visita.
Um dos pontos mais aguardados da viagem é a possível reunião entre Beattie e o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na chamada “Papudinha”, uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A autorização para a visita foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa de Bolsonaro. A decisão estabelece que o encontro ocorra no dia 18 de março.
Apesar do sinal verde judicial, a reunião ainda enfrenta incertezas devido a questões de agenda. Os advogados do ex-presidente solicitaram que Moraes reavalie a data autorizada, argumentando que Beattie pode não estar disponível no dia definido.
Por esse motivo, a defesa pediu que o encontro seja antecipado para os dias 16 ou 17 de março, datas inicialmente sugeridas para a visita.
A presença de Beattie no Brasil ocorre em meio a tensões diplomáticas envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal e críticas do governo americano à condução de processos relacionados a Bolsonaro.
No ano passado, o assessor de Trump acusou publicamente Alexandre de Moraes de liderar um “complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro”. A declaração foi feita em meio às críticas de autoridades americanas ao julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe.
O episódio também esteve no centro de um atrito comercial entre os dois países. Na época, Donald Trump citou o processo contra Bolsonaro como um dos motivos para aplicar uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos.
A medida acabou sendo revertida após negociações diplomáticas entre Washington e Brasília durante um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Malásia.
Durante esse período de tensão, Alexandre de Moraes também foi alvo de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, instrumento utilizado para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações graves de direitos humanos. A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, também foi incluída nas sanções.
Assim como as tarifas comerciais, as medidas contra Moraes foram posteriormente suspensas após melhora no diálogo diplomático entre os dois países.
Questionado sobre a possibilidade de temas relacionados ao ministro do STF serem discutidos durante a visita de Beattie ao Brasil, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que não tem mais comentários a fazer neste momento.
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