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Atlético-MG cobra explicações de Vorcaro sobre investimento de R$ 300 milhões na SAF
Atlético-MG cobra explicações de Vorcaro sobre investimento de R$ 300 milhões na SAF
Clube notificou banqueiro para esclarecer origem de recursos aplicados no fundo Galo Forte após suspeitas levantadas por investigação da Polícia Federal
Por: Redação
06/03/2026 às 11:15

Foto: Divulgação/Banco Master
A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Atlético Mineiro cobrou explicações do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre a origem de um investimento de R$ 300 milhões realizado pelo empresário no clube.
A cobrança foi formalizada por meio de uma notificação enviada em outubro de 2025, direcionada ao próprio Vorcaro e ao fundo Galo Forte, utilizado pelo banqueiro para adquirir participação na estrutura societária da SAF.
No documento, o clube deu 48 horas para que o empresário prestasse esclarecimentos detalhados sobre a estrutura do fundo, incluindo a identificação de todos os beneficiários e investidores envolvidos, além de eventuais fundos adicionais que participassem da cadeia de investimento.
Investimento garantiu quase 27% da holding do clube
Os aportes ocorreram em duas etapas. Em 2023, Vorcaro investiu R$ 100 milhões no clube. No ano seguinte, fez um novo aporte de R$ 200 milhões, totalizando R$ 300 milhões.
Com os recursos, o fundo Galo Forte passou a deter 26,88% da Galo Holding S.A., empresa que controla a SAF do Atlético-MG.
Suspeitas levantadas por investigação da PF
Na notificação enviada ao banqueiro, o clube citou a Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal, que investigou supostas conexões entre empresários do setor financeiro, redes de postos de combustíveis e o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo o documento, reportagens publicadas na imprensa indicaram que o fundo Galo Forte poderia ter sido financiado por fundos suspeitos de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro.
“Recentemente, em razão de desdobramentos da operação denominada Carbono Oculto, circulou na mídia a indicação de que o Galo Forte seria, ao fim e ao cabo, controlado por fundos que teriam, alegadamente, algum envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro”, diz a notificação enviada pelo clube.
A direção da SAF também afirmou que a possibilidade de participação de outros investidores no fundo causou surpresa, já que Vorcaro havia informado anteriormente que era o único beneficiário do veículo de investimento.
Após consulta ao sistema da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o clube identificou que a estrutura do fundo incluía dois subscritores: uma pessoa física e outro fundo de investimento, informação considerada diferente da apresentada inicialmente.
Clube afastou Vorcaro da gestão
Em nota divulgada em 16 de janeiro de 2026, o Atlético-MG afirmou que o fundo Galo Forte é um veículo de investimento regular, registrado na CVM e constituído conforme a legislação brasileira.
O clube também destacou que não participa da gestão do fundo nem interfere em sua estrutura financeira.
A SAF informou ainda que Daniel Vorcaro foi afastado do Conselho de Administração do clube e não exerce mais qualquer função administrativa ou de governança.
O banqueiro voltou a ser preso na última quarta-feira (4), no âmbito da Operação Compliance Zero, sob suspeita de tentar interferir nas investigações relacionadas ao Banco Master.
A defesa do empresário não se manifestou sobre o caso.
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